Vozes que libertam: Servidores de Nova Serrana encaram de frente o peso da ancestralidade

roda de conversa no centro administrativo transforma silêncio em debate e reforça o compromisso de nova serrana na luta contra o racismo estrutural.

Publicado por: Cassia Misael

O som da música ecoou de um jeito diferente pelos corredores do Centro Administrativo de Nova Serrana na última terça-feira. No entanto, não era apenas uma apresentação comum, mas sim o início de uma transformação necessária na forma como a cidade encara suas próprias raízes. Enquanto muitos seguiam a rotina de trabalho, um grupo de servidores decidiu pausar tudo para olhar nos olhos de quem carrega o peso da história na pele.

A princípio, o evento “SUAS sem Racismo” parecia apenas mais uma marcação na agenda oficial. Contudo, conforme as palavras de Mariana Freitas, Elder Natan e Dandara Alexandrina preenchiam o auditório, o tom institucional deu lugar a uma conexão humana profunda. De fato, o que se viu foi um espaço de escuta real, onde a dor do preconceito encontrou o acolhimento da ancestralidade.

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A força que vem das raízes

Com toda a certeza, falar sobre as matrizes africanas e o candomblé em um ambiente governamental exige coragem e clareza. Por isso, a presença do secretário Maurício Lacerda e de membros do Conselho Tutelar foi fundamental para validar essa luta. Além disso, a música serviu como um fio condutor que uniu o passado ao presente, mostrando que a cultura é a ferramenta mais potente contra a ignorância.

Eventos como este são essenciais porque o racismo não desaparece sozinho. Pelo contrário, ele precisa de enfrentamento diário e políticas públicas que valorizem a diversidade. Dessa maneira, Nova Serrana sinaliza que o Sistema Único de Assistência Social (SUAS) não é apenas um balcão de serviços, mas um escudo de proteção para os direitos humanos e para a dignidade de cada cidadão.

O compromisso com o futuro

Posteriormente à roda de conversa, o sentimento entre os participantes era de renovação. Afinal, entender a própria história é o primeiro passo para respeitar a história do outro. Analogamente, o debate proposto reforça que a eliminação da discriminação racial deve ser uma meta coletiva, indo muito além de uma data no calendário.

Em conclusão, a manhã de terça-feira deixou um legado de reflexão que promete reverberar em cada atendimento feito pelos servidores da pasta. Como resultado, a prefeitura reafirma seu papel na construção de uma sociedade mais justa e consciente de suas raízes.

 

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