A Comarca de Formiga foi palco de um desfecho judicial aguardado com clamor público nesta quarta-feira (18). O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) obteve a condenação de um homem de 28 anos a uma pena de 31 anos e dois meses de reclusão. Ele foi considerado culpado pelos crimes de feminicídio, destruição de cadáver e corrupção de menor. O caso, ocorrido em julho de 2023 no povoado de Comunheira, zona rural de Córrego Fundo, estarreceu a região pela frieza e pelos requintes de crueldade empregados contra uma mulher grávida de três meses.
Emboscada e tortura filmada pelo réu
Inclusive, os detalhes apresentados pela 2ª Promotoria de Justiça revelam um cenário de horror planejado. De acordo com a denúncia, o réu atraiu a vítima para uma área de mata onde uma adolescente, de 17 anos na época, já aguardava escondida. A vítima foi atacada pelas costas com golpes de faca e pauladas, sem qualquer chance de defesa. Enquanto a mulher agonizava, o agressor filmou o sofrimento da vítima e proferiu xingamentos, submetendo-a a tortura física e psicológica extrema antes de desferir o golpe fatal.
A ocultação do corpo em fornalha industrial
A brutalidade prosseguiu na madrugada seguinte ao crime. O acusado e a adolescente retornaram ao local para arrastar o corpo até um forno de calcinação nas proximidades. Eles utilizaram uma estratégia de distração para afastar o funcionário do posto e lançar o cadáver no alçapão da fornalha. Por outro lado, a farsa começou a ruir quando trabalhadores do local sentiram um odor forte e a Polícia Militar localizou rastros de sangue que levavam diretamente à rampa de acesso do equipamento industrial.
Provas técnicas e prisão em flagrante
Nesse sentido, o trabalho de investigação foi ágil e contou com provas robustas. A polícia encontrou com o réu a mesma pochete que aparecia nos vídeos das agressões gravados por ele mesmo. Além disso, áudios interceptados no celular do acusado mostravam o homem confessando o crime e planejando uma fuga. Consequentemente, as evidências foram fundamentais para que o Conselho de Sentença acatasse as qualificadoras de motivo torpe, asfixia e tortura, resultando na determinação do juiz para o cumprimento imediato da pena em regime fechado.
O desfecho para a adolescente envolvida
O processo correu sob sigilo devido à participação da adolescente no ato infracional. Ela chegou a ser encaminhada a um centro socioeducativo, mas foi liberada ao atingir a maioridade penal. Assim sendo, a condenação do réu principal encerra um capítulo de busca por justiça para a família da vítima. Sem dúvida, o rigor da sentença reflete a intolerância das instituições mineiras diante de crimes contra a vida e a dignidade da mulher.






