Ex-BBB Pedro Henrique processa Globo após polêmica de importunação sexual e pede anulação de rescisão

Defesa alega omissão da emissora diante de quadro psiquiátrico do participante; processo corre na Justiça do Paraná e questiona rótulo de 'expulso'.

Publicado por: Cassia Misael

O cenário pós-confinamento do Big Brother Brasil 26 ganhou contornos jurídicos severos nesta semana com a oficialização de uma ação judicial movida por Pedro Henrique Espíndola contra a Rede Globo. O ex-participante, que protagonizou um dos episódios mais controversos da edição ao tentar beijar a colega de confinamento Jordana à força, protocolou o processo na Justiça do Paraná na última terça-feira (18). A peça exordial pleiteia uma indenização vultosa de R$ 4,2 milhões, fundamentada em alegações de quebra de contrato, danos morais e materiais, além da anulação da rescisão de sua participação no reality show. O embate jurídico ocorre em meio ao indiciamento do vendedor por importunação sexual, após análise técnica conduzida pela Polícia Civil do Rio de Janeiro.

De acordo com as informações apuradas, a defesa de Pedro Henrique sustenta que a emissora negligenciou alertas prévios da família sobre o estado de saúde mental do competidor. Os advogados relatam que a Globo foi informada sobre instabilidades psiquiátricas do participante durante o confinamento, mas teria ignorado as solicitações de retirada estratégica do programa. Após apertar o botão de desistência em 18 de janeiro, Pedro Henrique foi tratado pela direção do programa como “expulso” um rótulo que a defesa contesta veementemente, alegando que a repercussão negativa e o estigma gerado pela narrativa televisiva inviabilizaram a retomada de sua vida civil e profissional em seu estado natal.

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Indiciamento policial e internação psiquiátrica

Enquanto o processo cível tramita no Paraná, a esfera criminal apresenta desdobramentos complexos coordenados pela Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Jacarepaguá. Em 6 de fevereiro, a Polícia Civil fluminense indiciou Espíndola após uma perícia detalhada das imagens captadas na despensa da casa, concluindo haver indícios de importunação sexual contra a participante Jordana. Curiosamente, o vendedor não prestou depoimento durante a fase de inquérito sob a justificativa de não ter sido localizado pelos agentes. No entanto, sua defesa esclarece que o ex-BBB foi internado em uma clínica psiquiátrica logo após a saída do reality, buscando tratamento para o agravamento de seu quadro clínico.

A ação judicial movida contra a Globo também questiona a conduta do apresentador Tadeu Schmidt, que declarou em rede nacional que o participante seria retirado compulsoriamente caso não tivesse optado pela desistência voluntária. Para os advogados de Pedro, tal declaração potencializou o “cancelamento” público e feriu o princípio da presunção de inocência antes do desfecho das investigações. A emissora, procurada para comentar o processo e as alegações de omissão médica, ainda não emitiu um posicionamento oficial. O portal Divinews monitora a movimentação jurídica deste caso, que promete se tornar um marco na discussão sobre os limites éticos e jurídicos do entretenimento de massa no Brasil.

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