A manhã desta quinta-feira (26) registrou uma cena inusitada e criminosa durante um exame de habilitação em João Monlevade, na Região Central de Minas Gerais. Um homem de 50 anos terminou preso em flagrante após tentar subornar os examinadores da Polícia Civil. De acordo com as autoridades, o suspeito realizava a prova prática para obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria D, que permite a condução de veículos de passageiros como ônibus e vans. Todavia, o que deveria ser um passo para a profissionalização virou caso de polícia no bairro República.
A proposta do “cafezinho”
Conforme o relato oficial, o crime ocorreu no momento em que o candidato se aproximava do fim do percurso em via pública. Nesse instante, o homem ofereceu “um café” aos examinadores, condicionando a suposta vantagem à sua aprovação imediata no teste. Logo após o comentário, os servidores advertiram o candidato sobre a ilegalidade de qualquer benefício. Ainda assim, o homem esclareceu que o termo se referia, na verdade, a uma quantia em dinheiro, confirmando a intenção de corromper os agentes públicos.
Prisão e apreensão de valores
Imediatamente após a conclusão do exame, os examinadores acionaram reforço policial para lidar com a situação. Durante a abordagem e a busca pessoal, os policiais encontraram uma quantia em espécie com o suspeito. Consequentemente, os agentes apreenderam o dinheiro e encaminharam o homem à Delegacia de Plantão da cidade. Agora, o candidato permanece à disposição da Justiça e responderá pelo crime de corrupção ativa, cuja pena pode chegar a 12 anos de reclusão.
Rigor nas avaliações
Em virtude do ocorrido, a Polícia Civil de Minas Gerais reforçou que mantém tolerância zero contra qualquer tentativa de fraude ou suborno em exames oficiais. Afinal, a conduta compromete a segurança viária ao tentar colocar motoristas inabilitados tecnicamente no comando de veículos pesados. Dessa forma, a instituição ressalta que o processo de habilitação segue critérios técnicos rigorosos. Por fim, o Divinews destaca que o episódio serve de alerta: o “jeitinho” para burlar a lei pode custar não apenas a CNH, mas também a liberdade.





