“Último prazo 23h59”: falso Oficial de Justiça espalha links e medo em Divinópolis

Mensagens usam conta comercial, site suspeito e ameaça de bloqueio para forçar clique

Publicado por: Redação

Último prazo 23h59”: falso Oficial de Justiça espalha links e medo em Divinópolis:  Mensagens usam conta comercial, site suspeito e ameaça de bloqueio para forçar clique – Uma nova onda de mensagens no WhatsApp está assustando moradores de Divinópolis com um roteiro que mistura medo, urgência e aparência de autoridade. O golpe se apresenta como “Oficial de Justiça”, afirma que tentou intimação presencial, aponta “inconsistência no CPF” e empurra a vítima para links que imitam órgãos públicos, tudo com prazo apertado e ameaça de punições.

Os prints obtidos mostram o padrão: perfil com brasão, conta comercial recém criada, discurso formal e uma promessa de “regularização” imediata. Em seguida, o texto começa a apertar o alvo com frases que soam oficiais e alarmistas, como “localizamos inconsistência documental em seu CPF” e a ideia de “último prazo”, criando a sensação de que a pessoa já está na mira do Estado.

Continua depois da publicidade

A armadilha aparece no detalhe que muitos não percebem a tempo. Os links não são de órgãos oficiais, apesar de tentarem parecer, e usam domínios estranhos, como “receita.federal-regularizar” e “cpfpendente”, além de páginas que se vendem como “portal oficial”. O pacote inclui ameaça de bloqueio de contas, suspensão de benefícios e até “desconto de até 80%”, um gatilho clássico de golpe, porque órgão público não “negocia” pendência por link desconhecido e com contagem regressiva.

Outro sinal vermelho grita nos anexos: há mensagem enviada por número internacional, com DDI do Reino Unido (+44), o que não combina com intimação judicial local nem com comunicação da Receita. Em alguns trechos, o texto tenta dar verniz jurídico, falando em “comunicação via WhatsApp conforme normas do Judiciário”, mas o conjunto da obra entrega o objetivo, fazer a vítima clicar, inserir dados e, em muitos casos, pagar uma “taxa” ou abrir caminho para invasão do aparelho.

A Justiça pode até usar meios eletrônicos em situações específicas, mas intimação séria não funciona como panfleto de susto. Em regra, não chega com link aleatório, não exige “regularização” em página fora do domínio oficial e não ameaça, por WhatsApp, bloqueio imediato de bens ou benefícios caso a pessoa não clique até 23h59. Quando há processo, existe número, vara, comarca, identificação verificável e canal formal de conferência, não um atalho digital com cara de armadilha.

O que fazer, na prática, é direto. Não clicar em link, não informar CPF, não enviar foto de documento, não pagar boleto, não fazer Pix e não “conferir” nada por páginas suspeitas. A orientação é bloquear, denunciar no próprio WhatsApp e, se houver dúvida real, consultar a situação do CPF em serviços oficiais do governo no domínio gov.br, ou buscar orientação presencial em canais oficiais. Se a pessoa tiver processo, o caminho seguro é confirmar no fórum, no tribunal ou no acompanhamento oficial, e não em perfil recém criado com brasão de internet.

O golpe se alimenta de duas coisas, dados vazados e medo. Por isso, quanto mais gente repassar, mais ele pega. O alerta fica para Divinópolis e região: o “Oficial de Justiça” do WhatsApp, com link de “regularize” e prazo final, é isca, não é intimação.

Continua depois da publicidade
Continua depois da publicidade

comentários

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

🛈 Aviso sobre comentários no Divinews

Os comentários publicados nesta página são de inteira responsabilidade de seus autores. O Divinews Portal de Notícias Ltda não se responsabiliza pelas opiniões, acusações, ofensas ou informações expressas por terceiros.

Comentários que contenham conteúdo difamatório, injurioso, racista, discriminatório, ameaçador ou que incentivem a violência poderão ser removidos sem aviso prévio.

Em caso de requisição judicial, o Divinews fornecerá às autoridades competentes as informações de identificação do usuário, incluindo o endereço de IP da máquina utilizada, conforme prevê a legislação brasileira.

Continua depois da publicidade

artigos  relacionados