A Polícia Civil de Minas Gerais – PCMG realizou, neste sábado (10), uma entrevista coletiva para detalhar aquela que classificou como uma das prisões mais relevantes dos últimos anos no Estado. Durante a fala à imprensa, a instituição adotou um tom duro e institucional, deixando claro que o combate ao crime organizado entrou em uma nova fase.
Logo na abertura da coletiva, uma das delegadas responsáveis pela investigação foi direta ao enviar um recado aos criminosos que atuam ou pretendem atuar em Minas Gerais. “Se quer praticar crime, saia do nosso Estado. Nós não vamos tolerar criminosos e prenderemos quem quer que seja”, afirmou, ressaltando que a ação reflete um compromisso do governo de Minas e da Polícia Civil no enfrentamento às organizações criminosas.
Segundo a Polícia Civil, a prisão anunciada representa o topo de uma estrutura criminosa altamente organizada. O investigado possui longa trajetória no mundo do crime e é considerado um dos maiores traficantes do Brasil, sendo apontado, em Minas Gerais, como o principal responsável pelo abastecimento de pasta-base de cocaína em grande escala.
Durante a coletiva, a corporação explicou que a relevância da prisão não se limita ao volume de drogas movimentado, mas ao papel estratégico exercido pelo criminoso na logística nacional do tráfico. Ele atuava como grande atacadista, responsável por trazer grandes quantidades de pasta-base de regiões próximas às fronteiras brasileiras para dentro do país, abastecendo não apenas Minas, mas diversos outros estados.
A delegada destacou que a operação foi conduzida pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (DRACO), em conjunto com a Diretoria de Inteligência Policial e a Superintendência de Informações e Inteligência Policial. O trabalho integrado permitiu atingir diretamente o comando da organização, algo que, segundo a Polícia Civil, nem sempre é possível em investigações desse porte.
Com o topo da organização atingido, a Polícia Civil anunciou que a investigação entra agora em uma nova etapa. A estratégia passa a ser o desmantelamento da capilaridade do grupo criminoso, avançando sobre operadores, distribuidores e demais braços da estrutura.
Outro ponto enfatizado na coletiva foi a atuação financeira do grupo. A Polícia Civil informou que o criminoso utilizava uma complexa rede de lavagem de dinheiro, estruturada por meio de empresas de fachada que eram dissolvidas após operações policiais e posteriormente recriadas. O enfrentamento dessa engrenagem financeira será o foco das próximas fases da operação.
Ao encerrar a coletiva, a Polícia Civil reforçou que a prisão simboliza um marco no enfrentamento ao crime organizado em Minas Gerais, deixando claro que a atuação institucional seguirá mirando não apenas executores, mas também lideranças, logística e esquemas financeiros que sustentam o tráfico em larga escala.






