O ensino de engenharia, agronomia e geociências em Minas Gerais avança e acompanha as transformações do mercado. É o que revela uma pesquisa do Colégio das Instituições de Ensino Regionais de Minas Gerais (CIER-MG), órgão consultivo do Crea-MG, divulgada em dezembro de 2025.
O estudo analisou como as graduações estão preparando os estudantes para um cenário cada vez mais tecnológico, multidisciplinar e exigente. Como resultado, os dados apontam forte alinhamento entre formação acadêmica e prática profissional.
Pesquisa ouviu instituições públicas e privadas
O levantamento ocorreu entre maio e setembro de 2025. Ao todo, 27 instituições de ensino, públicas e privadas, participaram da pesquisa. Foram 42 respostas, já que algumas instituições contribuíram com mais de uma coordenação de curso.
Com isso, o estudo conseguiu ampliar o alcance da análise e traçar um panorama mais fiel do ensino de engenharia no estado.
Currículos atendem às exigências da profissão
Segundo os dados, 80% das instituições avaliam que os conhecimentos essenciais previstos nos projetos pedagógicos estão sendo plenamente atendidos. Além disso, 70% afirmam que as matrizes curriculares já estão totalmente adequadas às demandas do mercado.
Essas adequações seguem as atribuições do Sistema Confea/Crea e as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) da Engenharia, definidas pelo Ministério da Educação (MEC).
Para o coordenador do CIER-MG, engenheiro civil Luis César de Oliveira, os resultados refletem a maturidade dos cursos no estado.
“Os dados mostram boa aderência entre matriz curricular, conhecimentos essenciais e demandas da profissão. Além disso, a pesquisa ajuda a definir prioridades e metas para avançar no que ainda precisa ser aprimorado”, afirma.
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Estudo ajuda a enfrentar desafios do ensino superior
O professor do Centro Universitário do Planalto de Araxá (Uniaraxá), engenheiro civil Ernandes Rezende da Silva Júnior, destaca que o levantamento oferece dados concretos para orientar melhorias.
“O questionário permite uma análise quantitativa e qualitativa das principais demandas e dificuldades. Com isso, é possível estruturar ações para fortalecer a formação e enfrentar desafios como evasão, desistência e ingresso”, explica.
Desafios e próximos passos
Apesar do cenário positivo, o estudo também aponta caminhos para evolução. Entre as recomendações estão:
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inclusão de temas como ESG, transição energética, inovação e transformação digital;
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ampliação de projetos integradores, aproximando academia e setor produtivo;
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criação de trilhas de extensão alinhadas às demandas regionais.
A vice-reitora da Universidade Federal de Viçosa (UFV), engenheira civil Rejane Nascentes, reforça a importância do aprimoramento contínuo.
“Os cursos ainda podem avançar no alinhamento entre as competências exigidas hoje e o que é trabalhado em sala. Também é essencial investir no nivelamento de conteúdos e na atualização permanente das disciplinas”, avalia.
Integração entre ensino e mercado
Para o presidente do Crea-MG, engenheiro civil e de segurança do trabalho Marcos Torres Gervásio, o levantamento confirma a importância da integração entre ensino e exercício profissional.
“Minas avança ao alinhar formação acadêmica às necessidades reais da sociedade e do mercado. O Sistema Confea/Crea seguirá atuando em parceria com as instituições para garantir qualidade, inovação e responsabilidade”, afirma.
Apoio direto às instituições
Com base nos resultados, o CIER-MG planeja desenvolver ações de apoio às instituições de ensino. O foco será o aperfeiçoamento dos projetos pedagógicos e o fortalecimento de iniciativas colaborativas.
Segundo Luis César, o objetivo é claro:
“Fortalecer a formação de engenheiros, agrônomos e profissionais das geociências, ampliando a qualidade dos cursos e sua aderência às demandas da sociedade.”






