Uma adolescente de 17 anos foi apreendida em flagrante nesta quarta-feira (7) em Nova Serrana, no Centro-Oeste de Minas, suspeita de envenenar as marmitas dos próprios pais e de um primo com uma substância conhecida popularmente como “chumbinho”, veneno usado ilegalmente para matar roedores.
A apreensão foi realizada pela Polícia Militar e posteriormente ratificada pela Polícia Civil, que conduz a investigação.
Veneno foi colocado em três marmitas
Segundo a PM, a jovem confessou ter colocado a substância tóxica em três marmitas preparadas pela mãe da família, que seriam consumidas pelo pai, pela mãe e por um primo. Durante a verificação, os militares encontraram pequenos grãos pretos misturados à comida, levantando forte suspeita de envenenamento.
A perícia técnica foi acionada e recolheu todas as marmitas, inclusive uma que ainda estava intacta. O material será analisado para confirmação da substância utilizada.
Primo passou mal e evitou tragédia
O primo da adolescente chegou a ingerir parte da refeição, mas percebeu uma textura diferente no alimento. Desconfiado, interrompeu a ingestão e alertou os tios, evitando que eles consumissem a comida.
Após o episódio, o homem procurou atendimento médico, passou por lavagem estomacal e permaneceu em observação. Segundo a Polícia Civil, o quadro clínico dele é estável.
Motivação: raiva dos pais
Ainda de acordo com a Polícia Militar, a adolescente afirmou que agiu por raiva dos pais, que não aprovavam um relacionamento amoroso. O envenenamento teria ocorrido após uma discussão familiar durante a madrugada, motivada pelo fato de a jovem ter saído de casa sem autorização.
O veneno, segundo o relato da própria adolescente, já estava guardado na residência.
Ato infracional análogo à tentativa de homicídio
A jovem foi apreendida por ato infracional análogo à tentativa de homicídio e encaminhada à Delegacia da Polícia Civil de Nova Serrana, acompanhada por sua representante legal.
O caso segue sob investigação, e a Polícia Civil aguarda o laudo pericial para confirmar oficialmente a substância utilizada e concluir o inquérito.






