Na madrugada de 3 de janeiro de 2026, os Estados Unidos lançaram uma operação militar em solo venezuelano que culminou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, segundo anúncio do presidente americano, Donald Trump. A ação envolveu ataques a alvos militares em Caracas e outras regiões e representou a intervenção militar mais direta na América Latina desde a invasão do Panamá em 1989.
Trump declarou que a operação buscava combater o que chamou de “narco-terrorismo” e que Maduro enfrentaria justiça nos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, ele anunciou que os EUA assumiriam temporariamente o controle do país para organizar uma transição de poder “estável e seguro”.
Soberania Violada e Precedente Perigoso
A própria ONU manifestou preocupação com a ação, considerando que ela quebra normas fundamentais de direito internacional e a soberania venezuelana, além de criar um precedente perigoso de intervenção militar unilateral. O secretário-geral António Guterres afirmou que a operação poderia violar a Carta das Nações Unidas, que proíbe o uso da força sem autorização do Conselho de Segurança ou legítima defesa comprovada.
Juristas internacionais corroboram essa visão, destacando que não houve autorização do Conselho de Segurança da ONU nem uma justificativa de auto-defesa que se sustente legalmente, o que caracteriza a ação como ilegal sob o direito internacional.
EUA Atuam Sem Autorização do Congresso
Dentro dos Estados Unidos, a intervenção também gerou críticas significativas. Legisladores democratas e alguns republicanos afirmam que o presidente não tinha autorização do Congresso para iniciar hostilidades militares contra a Venezuela, algo previsto na Constituição americana para declarações de guerra ou ações de grande escala.
Em dezembro de 2025, o Congresso rejeitou propostas para limitar os poderes de Trump em relação a ações militares contra a Venezuela, permitindo que a Casa Branca ampliasse sua campanha — inclusive sem exigir autorização formal para uma ofensiva maior.
Motivações Reais: Além da Democracia e Contra a Soberania
Embora a narrativa oficial dos EUA tenha sido centrada no combate ao narcotráfico e à “ditadura” de Maduro, analistas e governos vizinhos afirmam que os verdadeiros interesses americanos são geopolíticos e econômicos, sobretudo relacionados às vastas reservas de petróleo da Venezuela entre as maiores do mundo e ao controle de recursos estratégicos.
Redes sociais e analistas políticos também apontam que a ação não tem relação com democracia ou direitos humanos, mas sim com a busca por influência e recursos, ecoando críticas históricas ao poder militar e econômico dos EUA.
Reações na América Latina e no Brasil
O Brasil reagiu oficialmente com forte repúdio. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que os ataques norte-americanos cruzaram uma linha inaceitável e violam a soberania venezuelana, convocando o Itamaraty e a ONU para buscar respostas e soluções diplomáticas.
Outros países democráticos também condenaram a ação. Nações como Colômbia, Cuba e membros do Conselho de Segurança pediram urgentemente uma resposta internacional para conter o que muitos chamaram de agressão imperialista.
Hipocrisia e Contradições na Política Externa de Trump
A ofensiva na Venezuela contrasta com a campanha pessoal de Trump para o Prêmio Nobel da Paz, voltada à resolução de conflitos como o da Ucrânia e o entre Israel e Hamas. Enquanto buscava projeção como pacificador global, o mesmo presidente autorizou uma intervenção militar de larga escala contra um país vizinho sem mandato internacional claro.
Essa contradição expõe o que muitos críticos chamam de hipocrisia do imperialismo americano moderno: discursos públicos de paz e democracia combinados com ações que reforçam hegemonia geopolítica e controle de recursos naturais.
A invasão americana na Venezuela sem autorização clara do Congresso dos EUA ou da ONU marca um momento crítico nas relações hemisféricas. Ao derrubar o presidente Maduro e assumir papel direto em governança, Washington transgride normas internacionais e reabre feridas históricas de intervenções externas na América Latina.
Para muitos, a operação representa um retorno explícito do imperialismo, onde interesses econômicos e estratégicos se sobrepõem à soberania dos povos e à legalidade internacional um precedente que pode ressoar por décadas no sistema global.







É interessante como a esquerda apoia criminosos. O cara é um ditador, escraviza a população a anos, mata sem piedade. Salário de fome que quem tá lá recebe. Quem pode fugir, foge. Trabalho com 2 venezuelanos e os mesmos vieram pra cá pra poder ter uma vida descente e juntar dinheiro pra trazer as familias. Conversei com eles ontem e já estão mudando de idéia. Se Maduro continuar preso, eles voltam. Pra falar se é certo ou errado o que os EUA fizeram, deveriam sentir na pele o que os cidadãos sentiram. Estão comemorando no mundo todo. Aumentaram a fiscalização para não ter invasão aqui e quebraram a cara. Não apareceu ninguém n fronteira. O que eles vão fazer aqui? Daqui a pouco vai começar brasileiros indo pra lá.
Voltamos para os tempos da lei da selva, a lei do mais forte. E a comunidade internacional se acovarda mais uma vez.