EXCLUSIVA: Mulher denuncia estelionato amoroso no Tinder e relata terror psicológico de homem que se dizia do PCC

Manipulação de Mulher no Tinder com ameaças de suposto pertencimento ao PCC

Publicado por: Geraldo Passos

A Justiça analisa denúncias feitas por J.R.S., moradora de Itaúna, que acusa o sergipano R. K. S. C. de aplicar estelionato amoroso após conhecê-la no Tinder. A vítima conta que o relacionamento começou com conversas sobre filosofia e psicanálise, mas terminou em medo, golpes financeiros e ameaça. O caso ganhou repercussão após relato exibido em uma emissora de televisão, por entrevista da própria vítima, que procurou o Divinews para relatar o golpe. 

A vítima afirma que manteve relacionamento por dez meses com o tal homem. Ela conta que acreditou na história de que ele viveu seis anos em seminário e que sofria perseguição por uma facção criminosa. Esse vínculo inicial, segundo ela, abriu espaço para controle emocional e manipulação.

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Aos poucos, conforme relata, o comportamento dele mudou. Ele dizia que a ex-namorada teria sido morta por integrantes da facção. Segundo J.R.S., essa narrativa servia para criar medo e impedir que ela rompesse o relacionamento. O tema virou rotina e alimentou insegurança.

J.R.S. conta que “R” exigiu que ela alugasse um apartamento em Itaúna para ele. O imóvel permaneceu no nome dela e, segundo a denúncia, ele recusava-se a sair. A situação criou novo ciclo de medo. A vítima afirma que ele a bloqueou quando ela pediu a saída. Ele ficou no imóvel até ser intimado pela medida protetiva.

A vítima relata ainda que, o suposto integrante do PCC assumiu o controle do cartão de crédito dela. Ela afirma que pagou quatro passagens aéreas para Sergipe após promessa de reembolso que nunca ocorreu. Ela conta que as cobranças eram justificadas por supostos pagamentos que ele dizia dever à facção. O discurso incluía ameaças veladas de morte.

A partir de janeiro, segundo a vítima, ficou claro que ele apenas se aproveitava financeiramente. Ela afirma que sentia medo porque ele exibia fotos dizendo ter marcas de tiros e facadas recebidas em confronto policial. Ele também mostrava imagens de supostos colegas e apontava quem seria matador. Isso criava ambiente de terror. Ela explica que o ciclo de manipulação confundia seus limites emocionais.

Em entrevista exibida por uma emissora de televisão, J.R.S. confirmou que “R” solicitava quantias frequentes de dinheiro. Em uma das imagens apresentadas, ele pede duzentos reais dizendo que “os caras querem mais”. Ela declarou que chegou a transferir três mil reais em um único mês.

A vítima afirma que só conseguiu confrontar o criminoso após conversar com familiares dele. Eles disseram que ele mentia para obter dinheiro. Ela relata que, ao ser questionado, ele terminou o relacionamento e a bloqueou. Ele continuou no apartamento alugado no nome dela. Ele saiu apenas após ser intimado judicialmente.

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A mulher conta que descobriu que o homem  deixou o emprego em uma construtora. Ela ouviu que haveria investigação sobre desvio de materiais. Pouco depois, ele teria iniciado relacionamento com outra mulher e se casado. A vítima acredita que a nova parceira também está vulnerável.

O caso gerou debate em Itaúna e também repercute em Divinópolis. O tema fortalece discussões sobre violência afetiva e manipulação emocional. A experiência amplia debates sobre segurança emocional feminina. A matéria amplia atenção para crimes digitais e reforça debates sobre relacionamentos iniciados na cultura das redes.

J.R.S. afirma que denunciou o caso com apoio de amigos. Ela diz que terminava o relacionamento e, no dia seguinte, ele voltava como se nada tivesse acontecido. Esse padrão reforçava medo e confusão. Ela descreve como assustador o ciclo de ameaça e afeto.

Ela conta que no início o agora estelionatário amoroso parecia calmo. Depois vieram as histórias de seminário, tiroteios, facadas e facção. Ela afirma que sentia medo de romper. O conteúdo revelado na TV reforça as denúncias. A Polícia Civil segue investigando o caso.

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