Gerdau transforma Interlagos: Autódromo ganha novas estruturas em aço 100% reciclável no GP de São Paulo

Parceria entre a companhia e o Grande Prêmio de São Paulo chega ao terceiro ano e reforça discurso de sustentabilidade no automobilismo

Publicado por: Cassia Misael

O Autódromo de Interlagos, palco de algumas das cenas mais memoráveis da Fórmula 1 mundial, ganhou novas estruturas feitas com aço 100% reciclável produzido pela Gerdau. A instalação foi inaugurada na quinta-feira (6), em um evento que reuniu executivos da companhia e da organização do Grande Prêmio de São Paulo, às vésperas da etapa brasileira da F1, realizada neste fim de semana, entre os dias 7, 8 e 9 de novembro.

A novidade não é apenas estética ou técnica. Ela simboliza o avanço de uma parceria que se consolida pelo terceiro ano consecutivo e que passou a ocupar o ponto mais emblemático do circuito: a linha de chegada. O setor, onde o mundo inteiro assiste vitórias serem definidas por milésimos de segundo, recebeu a nova plataforma de bandeirada, além de suportes reforçados para os repetidores do sinal de largada e revitalização do pórtico de início da prova.

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A Gerdau, que completa 124 anos de história, tem usado o GP como uma vitrine para mostrar a escala industrial da reciclagem do aço no Brasil. A empresa afirma transformar, anualmente, 10 milhões de toneladas de sucata metálica em novos produtos, atividade que envolve cerca de 1 milhão de pessoas, incluindo catadores e cooperativas que fazem parte da cadeia de reaproveitamento. A companhia destaca ainda o impacto ambiental do processo: suas operações mantêm uma média de 0,85 tonelada de CO₂e emitida por tonelada de aço, metade da média global da indústria siderúrgica (1,92 t).

Durante a inauguração, o CEO da Gerdau, Gustavo Werneck, destacou o valor simbólico de estar presente em um espaço que desperta emoção coletiva. “O aço Gerdau estará ali, no ponto onde o tempo para, onde a vitória é celebrada, onde gerações têm lembranças afetivas de domingos históricos”, afirmou. Ele reforçou que o projeto deixa um legado físico e cultural para a capital paulista, já que as estruturas permanecem no autódromo após o fim da corrida.

Do outro lado da parceria, o CEO do Grande Prêmio de São Paulo, Alan Adler, vê o projeto como uma aliança de discurso. “A Gerdau e o GP São Paulo se conectam pela tecnologia e pela sustentabilidade. Estamos comprometidos com a preservação ambiental e com o desenvolvimento de um evento que pensa a cidade e a sociedade”, destacou.

Nos anos anteriores, a Gerdau já havia contribuído com estruturas distribuídas ao longo do circuito, incluindo os mastros que sustentam as bandeiras do Brasil, do Estado e da cidade de São Paulo — elementos que passaram a compor o cenário televisivo mundial durante a prova.

A estratégia também marca um movimento mais amplo do automobilismo global, que tenta renovar sua imagem diante das pressões climáticas, adotando biocombustíveis, redução de emissões, modernização de circuitos e exigências de sustentabilidade para organizadores.

No Brasil, Interlagos se tornou, mais uma vez, o cenário dessa narrativa: história, velocidade, memória afetiva e economia girando em alta rotação.

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