A cidade de Itaúna segue se destacando pela eficiência na gestão do transporte público. O primeiro dos novos ônibus da Viação Pedra Negra, concessionária responsável pelo serviço, foi apresentado nesta sexta-feira (31) na fábrica da Marcopolo, em São Mateus (ES). A iniciativa marca o início da entrega de uma frota totalmente nova, com 38 ônibus zero quilômetro, além de quatro micro-ônibus e cinco vans, todos equipados com tecnologia Euro 6, o mais avançado padrão de controle de emissões do país.
Os veículos oferecem climatização, acessibilidade total, janelas amplas, assentos estofados, câmeras de segurança, bilhetagem eletrônica e identidade visual moderna, com o brasão da cidade em destaque. Segundo o diretor da Viação Pedra Negra, Leandro Gomes Pereira, o investimento representa “um novo tempo para o transporte público itaunense, com qualidade, eficiência e conforto”.
O prefeito Gustavo Mitre reforçou que a renovação da frota é fruto de planejamento e sintonia com a população: “Itaúna dá um passo firme em direção a um transporte digno, moderno e humano, à altura do cidadão que utiliza o serviço todos os dias”.
Itaúna avança, Divinópolis estagna
Enquanto Itaúna moderniza sua frota com ônibus climatizados e acessíveis, Divinópolis segue com veículos caindo aos pedaços, constantemente quebrando nas vias públicas. A diferença entre as duas cidades é gritante. Em Itaúna, a passagem custa R$ 4,90, mas o usuário embarca em ônibus novos e confortáveis. Já em Divinópolis, a tarifa é de R$ 3,65, politicamente congelada há cinco anos, mas o preço mais baixo não se traduz em qualidade.
Apesar de o valor estar congelado, a Prefeitura de Divinópolis tem repassado milhões de reais às empresas concessionárias sob o argumento de compensar a defasagem tarifária. No entanto, os repasses não se converteram em investimentos visíveis, e a frota permanece antiga, desgastada e sem climatização, resultando em constantes panes mecânicas e desconforto para os passageiros.
Em resumo, Itaúna demonstra que tarifa justa pode caminhar junto com eficiência e planejamento, enquanto Divinópolis prova que subsídios milionários, sem transparência nem cobrança de resultados, geram apenas estagnação e descaso com o cidadão.






