A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) atualizou a classificação de febre em crianças em 2025, com base em estudos internacionais recentes. O novo parâmetro consta no documento científico “Abordagem da Febre Aguda em Pediatria e Reflexões sobre a febre nas arboviroses”, publicado neste ano.
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Anteriormente: febre era considerada a temperatura ≥ 37,8°C.
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Agora: febre é ≥ 37,5°C quando aferida na axila, e ≥ 38°C quando medida oralmente ou por via retal, com duração mínima de três minutos.
Orientação dos especialistas
Segundo o pediatra Tadeu Fernando Fernandes, presidente do Departamento de Pediatria Ambulatorial da SBP e um dos autores da diretriz:
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A alteração serve para estudos clínicos, não sendo uma referência para medicar a criança imediatamente ou correr para a emergência.
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A febre é uma resposta natural do corpo a agentes agressivos, como vírus ou bactérias.
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Não deve ser interpretada isoladamente como sinal de doença; deve ser avaliada dentro do quadro geral da criança.
A febre é uma aliada
“O documento traz mensagens principais: a febre é nossa amiga. Deixe ela trabalhar te defendendo”, explica Fernandes.
A febre:
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Detecta invasores: o corpo identifica agentes agressivos físicos, químicos ou biológicos.
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Mobiliza o sistema imune: produz anticorpos e fortalece a imunidade.
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Protege o organismo: aumenta a capacidade de defesa contra vírus e bactérias.
Portanto, em muitos casos, a febre não indica doença grave, mas sim que o corpo está atuando para se proteger.
Cuidados importantes para pais
Mesmo sendo um mecanismo de defesa, os pais devem ficar atentos a sinais de alerta:
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Febre persistente ou muito alta (acima de 39°C)
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Letargia, dificuldade para respirar ou desidratação
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Manchas, vômitos persistentes ou convulsões
Nesses casos, procure imediatamente um serviço de saúde.


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