O brilho das luzes de Marina Bay, em Singapura, iluminou mais do que um pódio neste domingo (5): marcou o renascimento definitivo da McLaren na Fórmula 1. Mesmo com a vitória ficando nas mãos de George Russell, da Mercedes, o grande destaque da noite foi a equipe de Woking, que assegurou o título mundial de construtores com uma performance sólida, estratégica e digna de campeões.
Com 12 vitórias sendo sete dobradinhas em 18 corridas até aqui, a McLaren precisava apenas somar 13 pontos com Lando Norris e Oscar Piastri para sacramentar o feito. Missão cumprida com sobras: Norris brilhou logo na largada, ganhou posições e cruzou a linha de chegada em terceiro lugar, enquanto o jovem australiano terminou em quarto, visivelmente irritado após um toque acirrado com o companheiro de equipe nas primeiras curvas.
Mesmo com o clima tenso entre os dois pilotos, a celebração nos boxes foi de pura emoção. O CEO Zak Brown não escondeu o orgulho ao falar sobre a conquista:
“É simplesmente incrível. Nossos pilotos correm para vencer, e toda a equipe em Woking fez um trabalho extraordinário para chegarmos até aqui. Este título é o resultado de muito esforço e paixão.”
Brown ainda destacou o comprometimento do time, que soube transformar um começo de temporada promissor em uma campanha histórica. “Foi um trabalho de todos — engenheiros, mecânicos, pilotos e a equipe técnica. Estamos em um momento especial”, afirmou o dirigente, sorridente, ao lado de Norris e Piastri no paddock.
Já o chefe de equipe, Andrea Stella, compartilhou o mesmo entusiasmo, ressaltando o sentimento de dever cumprido e a perspectiva para o futuro.
“É uma emoção incrível e quero dividir esse momento com cada integrante da McLaren. O trabalho foi extraordinário e ainda temos seis corridas pela frente, o que é inacreditável”, comemorou.
O italiano também fez questão de olhar adiante:
“Estamos totalmente comprometidos em manter esse nível, mesmo com as mudanças no regulamento técnico que virão. Nosso objetivo é seguir vencendo.”
A McLaren, que passou por um longo período de altos e baixos desde a era dourada de Senna e Prost, volta a ocupar o topo com autoridade e consistência um reflexo direto da união entre experiência e juventude, velocidade e estratégia
Agora, com o título garantido e o moral em alta, o time de Woking mira as próximas corridas sem pressão, mas com sede de continuar escrevendo história. A Fórmula 1 retorna entre os dias 17 e 19 de outubro, em Austin, para o GP dos Estados Unidos, onde a McLaren promete continuar acelerando rumo a um final de temporada inesquecível.






