O Sindicato dos Enfermeiros de Minas Gerais (SEEMG) divulgou uma nota de repúdio após a agressão a uma técnica de enfermagem durante atendimento no Hospital João Paulo II, em Belo Horizonte, na segunda-feira (29). A profissional relatou que foi ferida com uma agulha contaminada por HIV pela mãe de uma criança de apenas três meses.
O presidente do SEEMG, Anderson Rodrigues, classificou o caso como “extremamente lamentável e triste”. Ele afirmou que o sindicato repudia toda e qualquer forma de violência contra profissionais da saúde. “Quem dedica sua vida ao cuidado e à preservação da vida merece respeito e proteção”, destacou.
Rodrigues reforçou que o ato cometido é “inaceitável e precisa ser tratado com a seriedade que o episódio requer”. Para ele, defender a enfermagem é defender a saúde pública. O sindicato exige uma resposta rápida das autoridades e da direção do hospital, cobrando medidas efetivas de proteção aos trabalhadores.
Segundo o SEEMG, o caso expõe uma realidade preocupante nas unidades de saúde da capital mineira. O sindicato aponta que denúncias de agressões verbais e físicas contra profissionais têm se tornado cada vez mais frequentes em hospitais de Belo Horizonte.
A entidade pede ações urgentes de acolhimento e segurança no ambiente hospitalar. “É fundamental garantir condições seguras para que o profissional exerça sua função com dignidade e tranquilidade”, reforçou Rodrigues.
Em entrevista à imprensa, a técnica de enfermagem relatou que agressões por parte de pacientes e familiares são comuns na unidade e que pouco tem sido feito para conter esse tipo de situação. O sindicato informou que vai oficiar o Hospital João Paulo II para cobrar o cumprimento do Protocolo de Segurança e Saúde no Trabalho, exigindo medidas de prevenção à violência laboral.
O SEEMG também pretende acompanhar o caso de perto e oferecer suporte jurídico e psicológico à profissional agredida. A entidade espera que o episódio sirva de alerta para o poder público sobre a vulnerabilidade dos profissionais da enfermagem, que enfrentam jornadas exaustivas e riscos diários sem o devido amparo.






