O Atlético-MG segue colecionando vexames no Campeonato Brasileiro e mostrou mais uma vez que esqueceu como se joga futebol.
No sábado (20), o time foi derrotado por 1 a 0 pelo Botafogo, no Nilton Santos, mesmo atuando com um jogador a mais durante todo o segundo tempo. A atuação burocrática, lenta e previsível escancarou a crise que já coloca o clube sob a sombra da Série B.
A torcida perdeu a paciência. No desembarque em Confins, jogadores e dirigentes foram cobrados de forma dura pela organizada. E não poderia ser diferente: sete jogos sem vitória, cinco derrotas e apenas duas migalhas de empate. O último triunfo já parece memória distante, contra o Godoy Cruz, pela Sul-Americana, no dia 21 de agosto.
Dentro de campo, a vergonha se repete. O time de Sampaoli conseguiu a proeza de ser melhor em igualdade numérica e pior quando tinha um homem a mais. O esquema engessado, com toques laterais e passes lentos, virou a marca registrada de um elenco milionário que insiste em entregar um futebol pobre.
“Futebol burocrático, sem alma e sem atitude.” Essa frase resume a análise de torcedores que acompanharam mais um vexame. A expulsão de Chris Ramos no fim do primeiro tempo deveria ser o combustível para encerrar o jejum, mas transformou-se em retrato da apatia.
O Botafogo, em desvantagem numérica, não precisou de muito esforço. Um belo cruzamento de Montoro e o gol de Santiago bastaram para desmontar a frágil defesa atleticana. Igor Gomes, parado, assistiu de camarote.
No ataque, o roteiro de sempre, posse de bola sem objetividade, lentidão irritante e ausência de repertório ofensivo. Nem as entradas de Scarpa, Arana e Bernard mudaram o panorama. A equipe se instalou no campo adversário, mas não criou nada que pudesse assustar de verdade.
Enquanto isso, do lado de fora, a pressão aumenta. A organizada deixou claro no aeroporto: “Se não for pela torcida, corram pelo sonho de criança de vocês.” A bronca expõe um elenco distante da paixão da arquibancada e mergulhado em um mar de desculpas.
Hoje, a realidade é cruel. Os dois jogos atrasados podem até enganar a tabela, mas o futebol apresentado é de time que briga para não cair. O discurso de “alerta vermelho” da diretoria soa vazio diante da apatia dentro de campo. A Série B já não é apenas um fantasma: é uma ameaça real e cada vez mais próxima.
Na quarta-feira (24), contra o Bolívar, pela Sul-Americana, o Galo pode até mascarar a crise com classificação. Mas, no Brasileirão, a queda livre segue sem freio. E a pergunta ecoa nas arquibancadas e nas ruas de Belo Horizonte: até quando esse futebol ridículo vai continuar?





