Na noite de terça-feira (16), a Câmara dos Deputados aprovou a chamada PEC 3/21, batizada pelos parlamentares como PEC das Prerrogativas, mas que ficou conhecida como PEC das Blindagens, ou da impunidade. O texto, que cria obstáculos para investigações contra parlamentares em todas as esferas, escancarou o posicionamento da bancada mineira: 39 votaram a favor, 9 contra e outros cinco não registraram presença, se omitiram. A votação confirmou o apoio em peso de partidos de direita e do centrão, mas também revelou dissidências dentro da esquerda, incluindo deputados do PT e do PDT.
Divisão na bancada mineira
Dos 53 deputados federais de Minas Gerais, a ampla maioria seguiu a linha da base governista e da oposição conservadora, garantindo VOTOS FAVORÁVEIS à proposta. Nomes ligados ao PL, PSD, Republicanos, PP, Avante, União Brasil, Podemos, MDB e PRD engrossaram a lista de apoiadores. Entre eles, figuram parlamentares conhecidos do eleitorado mineiro, como Nikolas Ferreira (PL), Domingos Sávio (PL), Marcelo Álvaro (PL), Lincoln Portela (PL), Diego Andrade (PSD) e Paulo Abi-Ackel (PSDB). O voto favorável também veio de representantes da esquerda, como Odair Cunha (PT), Paulo Guedes (PT), Leonardo Monteiro (PT) e Mário Heringer (PDT).
Já a resistência ao texto reuniu nove deputados, que deram VOTOS CONTRÁRIOS, são majoritariamente do campo progressista. Entre eles, destacam-se Patrus Ananias (PT), Reginaldo Lopes (PT), Rogério Correia (PT), Aécio Neves (PSDB) e Célia Xakriabá (PSOL). Também se posicionaram contra Dandara (PT), Ana Pimentel (PT), Duda Salabert (PDT) e Padre João (PT).
Ausências e repercussão
Cinco parlamentares mineiros não registraram voto: Weliton Prado (Solidariedade), Igor Timo (PSD), Miguel Ângelo (PT) e Zé Silva (Solidariedade). As ausências chamaram a atenção, já que a proposta tem impacto direto no funcionamento da democracia e nas formas de responsabilização de parlamentares.
A PEC foi classificada por seus críticos como um salvo-conduto para políticos, capaz de blindar a classe contra investigações e processos. Seus defensores, por outro lado, sustentam que ela assegura prerrogativas parlamentares e preserva a independência dos mandatos. A aprovação, no entanto, reacendeu o debate sobre impunidade e os limites do poder político, dividindo opiniões tanto no Congresso quanto na sociedade.







Espero que em 2026,a população verdadeiramente de bem demitam(não reeleger)esses picaretas safados que votaram SIM pra essa PEC da VERGONHA.