O sonho do Cruzeiro de conquistar seu primeiro título do Brasileirão Feminino terminou neste domingo (14) na Neo Química Arena, em São Paulo. Diante de 41.130 torcedores um dos maiores públicos do campeonato as Cabulosas foram derrotadas por 1 x 0 pelo Corinthians, que ergueu seu sétimo troféu nacional, o sexto de forma consecutiva. Apesar do resultado, a campanha celeste foi histórica e rendeu uma conquista inédita: a classificação para a Libertadores de 2025.
Um jogo digno de final
O clima na Neo Química Arena era de decisão desde os minutos iniciais. O Corinthians começou a partida em ritmo acelerado, tentando empurrar o Cruzeiro para o campo de defesa. Mas o time mineiro, bem postado, respondeu à altura e chegou a equilibrar as ações. As Cabulosas criaram boas oportunidades e cresceram na reta final do primeiro tempo, quando o jogo ficou truncado, com muitas faltas, e o placar seguiu zerado para o intervalo.
Na volta do vestiário, porém, as Brabas mostraram porque são referência no futebol feminino brasileiro. Logo aos 4 minutos, Thaís Ferreira aproveitou uma jogada bem trabalhada e balançou as redes, marcando seu primeiro gol com a camisa corintiana justamente na final do campeonato. O gol mexeu com o Cruzeiro, que precisou se abrir mais ao ataque e viu o técnico Jonas Urias lançar mão de Letícia e Vanessinha para aumentar o poder ofensivo. As mudanças surtiram efeito e o time celeste criou mais chances, mas não conseguiu converter em gols.
Corinthians segue dominante
Mesmo com a vantagem mínima, o Corinthians não se acomodou. O time paulista seguiu pressionando, empurrado pela torcida, e manteve o Cruzeiro sob constante vigilância. Nos minutos finais, as Cabulosas ainda tiveram uma grande oportunidade que passou rente à trave, mas o empate não veio. Com o apito final, a festa foi toda alvinegra.
A lateral Tamires, uma das líderes do elenco, celebrou o título histórico e mandou recado:
“Foi o mais difícil de ganhar. Cada ano fica mais, e cada ano mostramos que somos referência. Vai Corinthians, heptacampeão brasileiro!”, disse, lembrando que a equipe mineira “comemorou antes da hora”, em tom de provocação.
Orgulho celeste apesar da derrota
Do lado cruzeirense, o clima era de frustração, mas também de orgulho pela campanha. A capitã Byanca Brasil resumiu o sentimento do elenco:
“Queríamos muito o troféu, mas não podemos deixar de exaltar a campanha. Foi uma trajetória histórica, a torcida fez festa em BH e aqui em São Paulo. Agora é valorizar a medalha de prata e seguir acreditando”, afirmou.
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A atacante também projetou o futuro:
“Todo campeonato que entrarmos a partir deste ano é para buscar título. Temos um grande trabalho sendo feito e vamos colher frutos”.
Campanha histórica
A final coroou uma temporada inesquecível para o Cruzeiro. O time feminino, que já havia mostrado evolução nos últimos anos, alcançou sua primeira decisão de Brasileirão e carimbou o passaporte para a Libertadores — um marco para o futebol feminino do clube. A SAF, sob comando de Pedro Lourenço, tem investido cada vez mais na modalidade, o que se reflete no crescimento do elenco e no aumento da competitividade.





