Na noite desta segunda-feira (01), durante o aniversário de 56 anos do Jornal Nacional, o apresentador William Bonner anunciou em rede nacional que deixará a bancada do telejornal a partir de novembro. Em um pronunciamento emocionado, ele explicou os motivos pessoais que o levaram à decisão e confirmou que o jornalista César Tralli será o novo parceiro de Renata Vasconcellos.
Bonner iniciou sua fala destacando a importância da data para o telejornal: “Primeiro de setembro é aniversário do Jornal Nacional, 56 anos hoje, e a gente tem novidade para contar”
Em seguida, comunicou oficialmente sua saída: “A primeira é que eu estou concluindo o meu ciclo profissional aqui no JN. A partir de novembro, quem vai assumir a parceria com a Renata nessa bancada vai ser o nosso colega César Tralli.”
Ele lembrou a trajetória de Tralli como repórter e apresentador, ressaltando que o novo âncora levará ao JN a experiência adquirida ao longo dos anos.
Motivos pessoais da decisão
Bonner contou que a decisão de deixar o JN começou a ser amadurecida ainda em 2020, durante a pandemia. Na época, um de seus filhos se mudava para estudar fora do país, e ele se deu conta de que havia perdido tempo de vida pessoal por conta da rotina intensa do telejornal:
“A minha decisão de mudar de atividade já tem cinco anos. Ela surgiu num momento em que muita gente também repensou a vida profissional quando a pandemia estava no auge. Naquela época, um dos meus três filhos estava de mudança para estudar em outro país e eu sentia que nos meus dias só cabiam as coisas que eu precisava fazer, mas ficavam de fora coisas que eu também gostaria de fazer. A conta não estava fechando”
O jornalista reconheceu que não era um momento fácil para tomar uma decisão tão significativa, mas destacou que o planejamento foi feito de forma cuidadosa ao longo dos últimos anos, preparando a sucessão.
Uma vida dedicada ao JN
Com a voz embargada, Bonner recordou sua longa trajetória no telejornal: “Hoje eu tenho uma história de 29 anos de Jornal Nacional e nessa semana, essa primeira semana de setembro, eu completo 26 anos como editor-chefe, acumulando o trabalho de apresentação com todas as obrigações que a chefia da equipe de editores exige. O tempo que isso demanda, que não é pouco.”
Encerramento simbólico
A fala foi concluída com a marca da data, que reforçou o tom de encerramento e transição: “Então, hoje a gente completa esse ciclo e anuncia o que vai mudar.”
Reorganização nas semanas seguintes
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A editora-chefe adjunta, Cristiana Sousa Cruz, assume a editoria do JN após a saída de Bonner.
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Roberto Kovalick foi escolhido para comandar o Jornal Hoje.
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Tiago Scheuer, repórter do Hora 1, passa a apresentá-lo.
Em 2026, Bonner irá para o Globo Repórter, dividindo a bancada com Sandra Annenberg: “Ser recebido pelo Globo Repórter me deixa honrado e gratíssimo… é o único programa de jornalismo em que nunca atuei nos meus 39 anos na Globo. Ano que vem estaremos juntos lá.”







O Bonner ganhou mais dinheiro do PT do que da Globo.