A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu em flagrante, nessa terça-feira (26), um homem de 42 anos, no bairro Marta Helena, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. Ele é suspeito de aliciar crianças e adolescentes por meio de jogos online e de armazenar material de pornografia infantil.
Investigação começou em Goiás
O caso teve início em Goiás, quando o padrasto de um adolescente de 12 anos percebeu mensagens de teor sexual trocadas entre o garoto e o suspeito. A mãe da vítima, a princípio, pediu apenas que o homem bloqueasse o contato, mas, ao ignorar a ordem e retomar a comunicação com o menino, a família registrou a denúncia junto à Polícia Civil.
Com o avanço das investigações e apoio da Polícia Civil de Uberlândia, os agentes localizaram o endereço do suspeito e cumpriram um mandado de busca e apreensão em sua residência. Durante a ação, apreenderam o celular do investigado, que continha provas de diversos crimes, incluindo fotos e vídeos de pornografia infantil.
Prisão em flagrante e crimes atribuídos
A polícia autuou o homem pelos crimes de:
produção de cenas pornográficas com crianças e adolescentes;
armazenamento desse material;
aliciamento e instigação de menores para a prática de atos libidinosos.
Segundo a delegada Lia Valechi, o investigado não fingia ser criança. Pelo contrário, ele se apresentava como adulto e oferecia prêmios dentro dos jogos – como bônus e diamantes – para convencer as vítimas a realizar atos sexuais. As práticas incluíam exibição dos órgãos genitais e masturbação durante chamadas de vídeo.
“Todas as vítimas identificadas até o momento são meninos. O telefone será periciado para que todas as provas sejam devidamente documentadas”, destacou a delegada.
No aparelho, os investigadores encontraram prints, vídeos das vítimas e imagens do próprio suspeito.
Base legal e penas previstas
O homem foi enquadrado nos artigos 241-B e 241-D do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O primeiro prevê pena de 1 a 4 anos de reclusão e multa para quem adquirir, possuir ou armazenar pornografia infantil, mesmo sem compartilhamento. Já o segundo artigo estipula pena de 1 a 3 anos de reclusão e multa para quem aliciar, assediar, instigar ou constranger criança com intenção de praticar atos sexuais.
Orientação aos pais
A delegada alertou para a necessidade de monitoramento da atividade digital das crianças e adolescentes.
“Não ache que, por estarem em casa, eles estão totalmente seguros. É preciso saber com quem estão jogando e conversando e explicar que há riscos reais nessas plataformas”, orientou.
As investigações continuam em Uberlândia, enquanto a polícia de Goiás conduz apuração paralela.






