O clima do clássico entre Atlético e Cruzeiro começou quente já nas primeiras horas desta quarta-feira (27). O entorno da Arena MRV, em Belo Horizonte, amanheceu coberto por grãos de milho. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram torcedores cruzeirenses passando de carro pela Via Expressa, no bairro Califórnia, e atirando o milho pela janela.
A ação faz parte de uma provocação antiga. Os cruzeirenses chamam os atleticanos de “galinhas” e usam o milho como símbolo pejorativo. O gesto, portanto, reacende a rivalidade histórica entre as duas maiores torcidas de Minas.
Provocações que marcaram o clássico
O uso do milho não é novidade. Em outubro de 2023, o volante Filipe Machado, do Cruzeiro, simulou o ato de jogar milho após a vitória por 1 a 0 na Arena MRV, em jogo do Campeonato Brasileiro. Em 2012, o atacante Anselmo Ramon também marcou a história ao comemorar com o gesto “cisca que eu jogo milho”, durante o Campeonato Mineiro.
Esses episódios mostram como símbolos e gestos alimentam o clássico. A disputa vai além do futebol e reforça o peso da rivalidade dentro e fora de campo.
Expectativa para o duelo
Atlético e Cruzeiro se enfrentam nesta quarta-feira, às 19h30, pela ida das quartas de final da Copa do Brasil. A partida acontece na Arena MRV. O jogo de volta já está marcado para o dia 11 de setembro, às 19h30, no Mineirão.
Rivalidade que ultrapassa o gramado
A provocação do milho reforça que o clássico mineiro não se resume ao placar. A rivalidade se manifesta nas arquibancadas, nas ruas e nas redes sociais. Cada gesto se transforma em combustível para manter viva uma das maiores disputas do futebol brasileiro.






