A mais recente pesquisa, realizada na última segundas-feira (18), sobre a sucessão de Romeu Zema em Minas Gerais mostra o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) em ampla vantagem. Segundo o levantamento, ele aparece com 43% das intenções de voto, enquanto o ex-presidente do Congresso Rodrigo Pacheco, aparece em segundo, mas com menos da metade dos votos do Republicanos, ou seja 17%; enquanto Mateus Simões tem 8%, menos cinco vezes o percentual de Cleitinho; 15% são brancos e nulos; e 18% não sabe/não respondeu – Contudo, nos bastidores existem movimentações combinadas entre os caciques polítcos, que podem alterar a disputa em 2026. Todavia, na hora do voto mesmo, há que se combinar com os “russos”.
O favoritismo de Cleitinho
A performance do senador mostra força popular e consolida sua imagem como nome competitivo na corrida pelo comando do estado. Cleitinho consegue dialogar tanto com setores conservadores quanto com parte do eleitorado desencantado com o governo federal, o que lhe garante fôlego inicial.
Mateus Simões, o plano de Zema
Apesar do baixo índice de intenção de voto, Mateus Simões conta com a máquina estadual, apoio de Romeu Zema e, sobretudo, com articulações políticas que podem alterar o quadro. Nos bastidores, cresce a percepção de que Simões não deve ser subestimado, especialmente por sua capacidade de formar alianças.
A pedra no caminho
Parodiando Carlos Drummond de Andrade, “no meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”. E o nome dessa pedra é Alex Diniz. Um dos maiores doadores de campanha de Cleitinho em 2022, Diniz agora estaria em conversas avançadas com Mateus Simões.
O movimento surpreende porque, até então, Alex era considerado um dos principais sustentáculos financeiros do senador. Segundo se comenta a boca miúda nos bastidores políticos de Minas, Diniz poderia até pressionar para que Cleitinho reavalie suas pretensões de governo, abrindo espaço para Simões.
Risco de pressão e recuo
Embora Cleitinho mantenha folga na dianteira, a possível movimentação de Alex Diniz insere uma variável decisiva no tabuleiro político. Uma eventual troca de apoio poderia enfraquecer não apenas a candidatura do senador, mas também sua base de alianças.
A pedra no caminho, portanto, não está nos números da pesquisa, mas no poder de articulação financeira e política que Alex Diniz ainda exerce em Minas. Se essa força se alinhar a Simões, Cleitinho pode ver sua trajetória rumo ao Palácio Tiradentes se tornar mais tortuosa do que parece hoje.






