A Polícia Civil de Minas Gerais apreendeu, nesta terça-feira (12), uma adolescente de 16 anos investigada por planejar massacres em escolas de Minas Gerais e propagar conteúdos de ódio contra grupos minoritários.
A operação ocorreu em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, com mandado de busca e apreensão cumprido na casa da jovem. A investigação começou em abril, após informações da Polícia Federal indicarem que a adolescente administrava perfis em redes sociais destinados a planejar ataques e espalhar discursos discriminatórios contra a população LGBTQIA+ e judeus.
Os investigadores descobriram que a jovem interagia com outros indivíduos pela internet, incluindo uma pessoa residente em Bagdá, no Iraque. Nesse contato, ela discutia métodos e estratégias para fabricar artefatos explosivos artesanais e promover ataques coordenados.
Nas redes, a adolescente publicava conteúdos que exaltavam ideologias extremistas. Além disso, entre as referências estavam nomes de criminosos como Theodore Kaczynski, conhecido como Unabomber, e Jeffrey Dahmer, o assassino em série norte-americano. Além disso, ela divulgava símbolos nazistas e realizava apologia a ideias radicais.
Adolescente confirmou que planejava os ataques
No momento do cumprimento do mandado, a Polícia Civil apreendeu um celular e um notebook, usados pela adolescente para manter as atividades online. Durante o depoimento, a jovem confessou ser autora dos perfis investigados.
Além disso, ela também confirmou que planejava os ataques e massacres em escolas, mencionando inclusive a intenção de atingir uma faculdade, embora ainda não tivesse definido data ou local para a ação.
O Juizado responsável determinou medidas cautelares rigorosas. Portanto, a adolescente não poderá acessar a internet nem redes sociais. Ela também ficará proibida de manter contato com outros integrantes dos grupos extremistas. Além disso, a decisão inclui ainda acompanhamento psicológico e psiquiátrico, além da obrigação de frequentar a escola regularmente.
Portanto, as autoridades reforçam que investigações desse tipo exigem atenção constante, já que a propagação de conteúdos extremistas e discriminatórios pela internet vem crescendo e alcançando jovens de diferentes partes do mundo.
A Polícia Civil e a Polícia Federal destacam que a cooperação internacional e a rápida atuação das forças de segurança foram determinantes para impedir que os planos da adolescente se concretizassem.





