Enquanto o Cruzeiro esbarrou na falta de pontaria e desperdiçou o mando de campo diante da torcida, o Atlético-MG soube aproveitar a chance, venceu com inteligência no Maracanã e voltou para casa com vantagem importante nas oitavas da Copa do Brasil.
Cruzeiro tropeça
A quarta-feira, 30 de julho, virou frustração para a torcida celeste na Copa do Brasil. O Cruzeiro dominou completamente o jogo todo no Mineirão, mas saiu apenas com um empate sem gols. O clima de festa virou desânimo. A bola rolava sob um Mineirão pulsante, que empurrava o time desde os primeiros minutos. Ainda assim, mesmo com mais posse, mais presença ofensiva e finalizações perigosas, a rede adversária não balançou.
Lucas Silva acertou o travessão, Matheus Pereira tentou em diversos momentos, mas o grande nome da partida foi Matheus Albino. O goleiro rival fez defesas importantes, salvando sua equipe e frustrando os cruzeirenses. Para aumentar a insatisfação, o árbitro de vídeo anulou um pênalti que poderia ter mudado tudo.
O técnico Leonardo Jardim escalou um time ofensivo, com marcação alta e boa transição. Funcionou? Em partes. O Cruzeiro criou, pressionou e sufocou o adversário. Porém, como acontece tantas vezes no futebol, quem não faz, vê a vantagem escapar. Faltou o homem-gol, faltou frieza, e principalmente, faltou o gol.
Agora, com o empate sem gols, o time mineiro vai precisar buscar a vitória fora de casa, no jogo da volta em Maceió. O cenário exige atenção, precisão nas finalizações e, acima de tudo, eficiência para não deixar escapar a chance de avançar na Copa do Brasil.
Galo cala o Maracanã
Do lado alvinegro, a noite de quinta-feira, 31 de julho, foi exatamente o oposto. O Atlético-MG entrou no Maracanã e fez o que poucos conseguem: calar mais de 60 mil torcedores rubro-negros. Em um jogo pragmático, o Galo venceu por 1 a 0 e deu um passo importante rumo à próxima fase.
Tomás Cuello virou o herói da noite. Após um erro grotesco de Léo Pereira, o atacante não perdoou. Foi oportunista, frio e eficiente. A chance apareceu e ele resolveu. Mas a vitória não se construiu apenas no ataque. O sistema defensivo do Atlético fez uma partida impecável.
Everson garantiu segurança no gol, Lyanco teve atuação firme e todos os setores defensivos mostraram entrosamento e controle emocional. O Flamengo pressionou, especialmente no segundo tempo, mas o Galo se defendeu com inteligência. O time soube sofrer, soube jogar com o resultado nas mãos.
Mesmo sem muito brilho, o Atlético mostrou maturidade, algo que faz a diferença em competições mata-mata. A vitória no Rio não é apenas um resultado positivo, é a prova de que o time tem casca, sabe jogar sob pressão e se comporta como um verdadeiro time copeiro.
Jogo de volta
Na próxima semana, os dois gigantes mineiros voltam a campo para os confrontos de volta. O Cruzeiro vai precisar corrigir a pontaria e não desperdiçar chances. Já o Atlético tem a vantagem e pode jogar com mais tranquilidade, embora saiba que não pode relaxar.
Enquanto a Raposa busca redenção fora de casa, o Galo planeja consolidar a vantagem e carimbar sua vaga. Dois cenários diferentes, dois estilos distintos, mas um único objetivo, avançar na Copa do Brasil.






