O último dia do tradicional Festival de Inverno de Itapecerica, neste domingo (27), foi marcado por uma execução brutal que chocou moradores e visitantes. Embora o crime não tenha ocorrido dentro da programação oficial do evento, ele aconteceu durante o período em que a cidade estava movimentada com atividades culturais e turísticas. Um homem de 39 anos foi assassinado a tiros em plena luz do dia, na porta de um bar no bairro Nossa Senhora das Graças. O crime gerou pânico, interrompeu a rotina local e expôs um cenário de insegurança.
Execução em via pública
De acordo com informações da Polícia Militar, o crime aconteceu fora da área central do evento, mas enquanto o Festival de Inverno ainda acontecia na cidade. Câmeras de segurança flagraram o momento em que dois adolescentes, vestindo moletom preto, se aproximaram da vítima e efetuaram os disparos à queima-roupa. A vítima foi atingida por dois tiros no tórax e caiu na calçada, ainda com vida.
Equipes do Samu e da Polícia Militar chegaram rapidamente ao local, mas não conseguiram reverter o quadro. O homem morreu ali mesmo, diante de populares que, em pânico, presenciaram a cena ou ouviram os disparos à distância.
Cidade paralisada pelo medo
O clima de tranquilidade do Festival de Inverno foi rapidamente substituído por medo e tensão, mesmo entre os que participavam das festividades na região central. Muitos relatos apontam que a cidade, geralmente pacata, ficou paralisada com o ocorrido.
A vítima tinha passagens pela polícia por homicídio, roubo, ameaça e tráfico de drogas. Segundo informações preliminares da PM, o assassinato teria sido motivado por dívidas ligadas ao tráfico. Os autores do crime foram identificados: são dois adolescentes de 14 e 17 anos, que seguem foragidos até o momento.
Comparações com gestões anteriores e críticas à segurança atual
Após o ocorrido, diversos moradores relembraram as edições anteriores do Festival de Inverno, especialmente durante a gestão do ex-prefeito Teko, quando, segundo relatos, não houve registros de ocorrências graves. À época, o evento contava com forte esquema de segurança, com apoio da Polícia Militar, vigilância privada e planejamento antecipado.
Neste ano, moradores e comerciantes criticaram a ausência de controle e falhas na segurança urbana, mesmo com a cidade mais movimentada do que o habitual. “Na gestão passada, o festival era organizado, tinha segurança por todo lado. Hoje, parece abandonado”, disse um morador que pediu para não ser identificado.






