Em um vídeo publicado nas redes sociais, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), exaltou os polos econômicos de diversas cidades mineiras, destacando setores estratégicos que, segundo ele, impulsionam o desenvolvimento do estado. No entanto, uma omissão chamou a atenção — e provocou indignação: Divinópolis, tradicionalmente reconhecida como um dos principais polos de confecção e moda de Minas e do Brasil, sequer foi mencionada.
No vídeo, publicado em seu perfil oficial no Instagram, Zema cita com entusiasmo polos industriais de cidades como Uberaba, Uberlândia, Araguari, Patos de Minas, Pouso Alegre, Extrema, Itajubá, Juiz de Fora, Ipatinga, Coronel Fabriciano, Timóteo, Governador Valadares e Montes Claros. Ele também fala da importância de polos logísticos e de tecnologia da informação.
Mas Divinópolis não aparece nem por nome, nem por setor.
A ausência, ainda mais vinda de um governador que constantemente se apresenta como “gestor técnico” e defensor da economia descentralizada, soou como um apagamento institucional de uma cidade que emprega milhares de pessoas no setor de confecção e move grande parte da economia do Centro-Oeste mineiro.
Indústria da moda reage
Nos bastidores, representantes do setor têxtil e comerciantes da cidade consideraram a omissão como um desrespeito à trajetória econômica de Divinópolis. A cidade é sede de grandes marcas, abriga centenas de oficinas e lojas, e movimenta uma cadeia produtiva que se estende por toda a região. A produção de roupas e o comércio de moda são, há décadas, o coração da economia local.
“É inaceitável que o governador de Minas sequer mencione Divinópolis como polo econômico. Isso demonstra desconhecimento ou descaso”, afirmou, sob reserva, um empresário do setor atacadista local.
Silêncio sintomático ou estratégia política?
A exclusão do nome de Divinópolis no vídeo institucional pode ter outras leituras. Politicamente, o governador Romeu Zema mantém alianças com grupos que rivalizam com a atual administração municipal. Ainda assim, é responsabilidade institucional reconhecer a relevância econômica de cada município independentemente de quem ocupa o cargo de prefeito.
A fala do governador pode ser interpretada como mais um sinal da centralização das ações estaduais em municípios aliados ou com presença estratégica empresarial privada já consolidada, como os da região do Sul de Minas e do Triângulo, que receberam menções específicas.
Divinópolis cobra protagonismo
Divinópolis já se acostumou a ver sua força econômica ignorada por gestores estaduais. Seja em debates sobre infraestrutura, investimentos em mobilidade ou, agora, na valorização institucional dos setores produtivos, a cidade frequentemente fica à margem dos discursos oficiais, mesmo sendo referência nacional em confecção, moda íntima e vestuário.
A postagem de Zema, que poderia ser vista apenas como uma peça publicitária genérica, tornou-se mais um episódio revelador da falta de reconhecimento institucional com uma cidade que já carregou e continua carregando o desenvolvimento de uma fatia significativa do PIB mineiro, tanto é que, é a 10ª cidade do Estado.







Mas Nova Serrana inteira tem fábrica de sapatos…. não existe uma rua que não tenha uma fábrica, Divinopolis já ficou pra trás. Kkk….aceita que dói menos! E eu não sou de lá viu.
Zema tem razão. Divinópolis, no passado, foi um pólo de confecção. Hoje não é mais.
CRESCIMENTO DE EMPRESAS DE DIVINÓPOLIS INDO PARA CARMO DO CAJURU,EXEMPLO DE CIDADE QUE VALORIZA OS INVESTIMENTOS.