O Governo de Minas Gerais iniciou, em 30 de junho, a manifestação de interesse para adesão ao Programa das Escolas Cívico-Militares, em diversas cidades do estado. A ação foi formalizada por meio de um memorando da Secretaria de Estado de Educação (SEE/MG), encaminhado às Superintendências Regionais de Ensino (SREs) com orientações para que diretores e comunidades escolares se posicionem até 18 de julho sobre a adoção ou não do modelo.
Em Divinópolis, 14 escolas estaduais foram pré-selecionadas para o programa, entre elas a EE Lauro Epifânio, EE Dona Antônia Valadares, EE Joaquim Nabuco, EE Padre Matias Lobato, entre outras. Cidades vizinhas como Cláudio, Santo Antônio do Monte, Oliveira, Nova Serrana, Arcos, Lagoa da Prata e Itaúna também foram incluídas.
Apesar da justificativa oficial de que a proposta promove uma “gestão colaborativa” para fortalecer a educação, o projeto tem sido alvo de críticas por parte de representantes políticos, sindicatos e educadores.
Reações contrárias e alerta à comunidade escolar
O vereador Vitor Costa (PT), defensor ativo da educação pública democrática, foi categórico ao criticar o modelo. “Esse programa é uma forma disfarçada de impor lógica militar à escola. Isso não é educação cidadã, é controle”, afirmou.
Para Vitor, o modelo não atende às reais necessidades das escolas. “Precisamos de mais psicólogos, professores, infraestrutura e valorização profissional, não de militares nos corredores.”
Diante da situação, o Sind-UTE Subsede Divinópolis convocou uma reunião emergencial com diretores, professores, ATBs e ASBs na sexta-feira, 4 de julho, às 18h, no Auditório Aleijadinho da EE Dona Antônia Valadares (Av. Rio Grande do Sul, 624). A decisão final será deliberada em reunião do Colegiado Escolar — motivo pelo qual o sindicato reforça a importância da mobilização comunitária.
O que está por trás do projeto?
Embora o governo afirme que não se trata de militarização, o programa prevê a atuação direta de militares — policiais e bombeiros — nas escolas, com tarefas que incluem mediação de conflitos, aplicação de atividades cívico-disciplinadoras e apoio à gestão.
A iniciativa já foi descontinuada em âmbito federal após críticas de especialistas e pressão social, devido à ausência de resultados pedagógicos concretos e à falta de investimentos estruturais.
Para Vitor Costa, trata-se de uma tentativa de mascarar falhas profundas da educação. “É mais fácil mandar um militar do que fazer o básico. Isso é maquiagem ideológica, não política pública de verdade”, concluiu.







Esses questionamentos não tem fundamento, se observarem o situação nas escolas públicas o relacionamento de alunos com os professores em total desrespeito e total falta de apóio e segurança aos professores, sem garantia de exercício da sua profissão. Essas escolas presam pela segurança dos professores e alunos que querem estudar.