Quando as luzes se apagam e a cortina sobe, o público do Teatro Municipal Usina Gravatá revive quase duas décadas de emoção, arte e história. Neste mês de junho de 2025, o espaço cultural completa 18 anos de existência, consolidando-se como um dos principais palcos da cena artística de Divinópolis e de todo o Centro-Oeste mineiro.
O Gravatá, como é carinhosamente chamado, nasceu de uma história de transformação. Instalado em um prédio de 1932, que já abrigou uma antiga usina de álcool, o local permaneceu por décadas em completo abandono. Durante anos, o espaço acumulou poeira, silêncio e esquecimento, até que em 2007, após um intenso processo de restauração, renasceu como um dos mais importantes teatros públicos da região.
O nome é uma homenagem ao engenheiro Antônio Gonçalves Gravatá, responsável técnico pela usina original. Hoje, a estrutura combina elementos arquitetônicos preservados da época industrial com modernas instalações que acolhem espetáculos de teatro, música e dança.
Palco de apresentações que marcaram
Desde a inauguração, o Usina Gravatá é palco de apresentações que marcaram o público divinopolitano. Peças do Grupo Galpão, de Belo Horizonte, trouxeram o teatro de rua para dentro do palco. O público também se emocionou com a dança da renomada Mimulus Cia de Dança, que deixou sua marca no espaço. Entre os shows mais lembrados, o cantor Vander Lee, com sua poesia musical, emocionou plateias lotadas.
Portanto, o Gravatá não vive apenas de grandes nomes. O espaço também é um verdadeiro celeiro de artistas locais. Grupos teatrais da cidade, corais, músicos independentes e companhias de dança regional encontram ali o palco que por anos lhes faltou.
Além disso, para Mardey Russo, secretário municipal de Cultura, o Teatro Usina Gravatá representa muito mais que um espaço físico. “É um símbolo de resistência cultural. Um local que forma público, desperta talentos e democratiza o acesso à arte. Cada espetáculo apresentado aqui carrega uma história de superação, de luta pela cultura”, afirma.
O endereço também se tornou um ponto de formação artística. Diversas oficinas, workshops e encontros culturais são realizados ao longo do ano, atraindo não apenas espectadores, mas também estudantes e profissionais da arte.
Além disso, a comemoração dos 18 anos reforça o compromisso do fortalecimento da cultura. Segundo a gestão municipal, a meta para os próximos anos é ampliar o calendário de eventos, investir em melhorias estruturais e garantir ainda mais acesso para escolas, projetos sociais e coletivos culturais.
Portanto, quem passa pela Vereda Dr. Waldemar Rausch, nº 200, no bairro Santa Clara, sabe que ali pulsa a alma artística da cidade. O Teatro Municipal Usina Gravatá segue firme, com cortinas abertas e holofotes acesos, pronto para escrever os próximos capítulos dessa história de transformação.



