A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) finalizou a investigação que apurou casos de estupro e cárcere privado envolvendo três mulheres em Divinópolis. Dois homens, ambos com 22 anos, foram indiciados pelos crimes.
A apuração teve início em janeiro deste ano, quando uma mulher de 29 anos procurou a Polícia Militar e denunciou ter sido violentada sexualmente. Conforme apurado, ela conheceu um dos suspeitos em um bar da cidade e aceitou uma carona. Em vez de levá-la ao destino, o homem a conduziu até um apartamento localizado na região central, onde, segundo a vítima, a violentou fisicamente e a manteve presa contra a vontade.
O imóvel, segundo a Polícia Civil, pertence ao segundo investigado, que também estava no local durante o episódio. De acordo com a delegada responsável, Francielly de Queiroz Sifuentes, o segundo suspeito teria se recusado a abrir a porta mesmo após os pedidos de ajuda da mulher. “Ao contrário, ele teria se negado a abrir a porta quando a vítima pediu ajuda para sair do local”, afirmou.
No decorrer da investigação, outra mulher, de 26 anos, compareceu à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) e relatou ter vivido situação parecida, em setembro de 2024. Ela contou que conheceu um dos mesmos investigados durante uma festa, sendo levada a um cômodo onde a porta foi trancada e forçada à prática de atos sexuais.
Uma terceira mulher também foi identificada como possível vítima dos mesmos autores, com dinâmica semelhante às anteriores.
A Justiça determinou a prisão preventiva dos dois suspeitos. Um deles foi detido no dia 30 de abril e permanece no sistema prisional. O outro, apontado como dono do imóvel, segue foragido.
O inquérito foi concluído na última semana e já foi remetido a Justiça para as devidas providências.
Saiba como proceder e denunciar esses casos
Delegacias Especializadas (ou Comuns)
– Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM): priorize essas unidades, pois são preparadas para acolher vítimas de violência sexual e doméstica.
– Se não houver uma DEAM na sua cidade, vá à delegacia de Polícia Civil mais próxima.
– Leve documentos pessoais (se possível) e relate todos os detalhes do ocorrido.
Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher
– Funciona 24 horas por dia, inclusive fins de semana e feriados.
– Atendimento gratuito e sigiloso.
– Oferece orientações sobre como e onde denunciar, apoio psicológico e jurídico.
Disque 100 – Direitos Humanos
– Canal para denúncia de diversas violações, inclusive crimes sexuais.
– Atende crianças, adolescentes, mulheres, LGBTQIA+, idosos e pessoas com deficiência.
Ministério Público
– Pode ser acionado diretamente pela vítima ou por terceiros.
– O MP pode investigar, oferecer denúncia criminal e acompanhar o processo judicial.
Hospitais e Unidades de Saúde
– Além de atendimento médico emergencial, hospitais públicos devem comunicar casos suspeitos de violência sexual à polícia e ao Conselho Tutelar (em casos que envolvam menores).
Casos que envolvem crianças e adolescentes
– Denúncia obrigatória ao Conselho Tutelar local.
– Pode ser feita também à polícia e via Disque 100.






