O torcedor do Guarani de Divinópolis vive um dos capítulos mais vergonhosos da história do clube. O time, com décadas de tradição e camisa respeitada no futebol mineiro, sequer conseguiu vaga no triangular final da Segunda Divisão do Campeonato Mineiro.
A eliminação veio após mais uma atuação sofrível e um resultado que escancarou o amadorismo que tomou conta do futebol do Guarani, derrota por 2 a 1 para o North, em Montes Claros.
Mas o que realmente marcou a tragédia esportiva foi uma falha grotesca do goleiro Everton. Uma bola aparentemente fácil, dominada por qualquer goleiro minimamente atento, virou o lance que decretou o fim da esperança. Um erro que simboliza bem a temporada, desatenção, falta de qualidade técnica e um elenco que não tinha a menor condição de brigar por algo maior.
Técnico tirou leite de pedra
Não dá para jogar toda a culpa nos jogadores ou no técnico João Paulo. Pelo contrário. O comandante fez o que pôde com um grupo limitado, fraco e montado de maneira tardia.
O Guarani o último clube da divisão a concluir a montagem do elenco. O reflexo dentro de campo foi inevitável, um time sem entrosamento, com claras deficiências técnicas e táticas, lutando contra adversários mais organizados e minimamente preparados.
João Paulo, com toda a sua competência e esforço, precisou fazer milagre com o pouco (ou quase nada) que tinha nas mãos. O treinador virou bombeiro, tentando apagar incêndios provocados pelo equívocos da SAF.
SAF erra: sobra marketing, falta futebol
Enquanto a SAF do Guarani investiu em campanhas de marketing e ações para redes sociais, o futebol deixado de lado. A promessa de um projeto sólido, estruturado e competitivo virou um amontoado de decisões erradas, contratações de qualidade duvidosa e uma gestão equivocadas sobre as necessidades básicas de um time de futebol.
A realidade é dura, o Guarani terminou a primeira fase na penúltima posição da tabela. Foram apenas 3 vitórias, 3 empates e 4 derrotas em 10 jogos. Um desempenho medíocre e incompatível com a tradição do clube.
Hora de repensar tudo
A frustração do torcedor é legítima. O vexame de 2025 não pode ser tratado como um episódio isolado. É resultado direto de uma sequência de erros administrativos, contratações equivocadas e uma total falta de planejamento.
A SAF precisa repensar urgentemente todo o projeto. O marketing bonito nas redes sociais não esconde a vergonha que o time passou dentro de campo. A torcida merece respeito. E o Guarani, por sua história, exige um projeto de futebol que seja, no mínimo, digno.
Portanto, ficar de fora até de um triangular final da Segunda Divisão Mineira é inaceitável. E o recado precisa ser claro ou muda tudo, ou o futuro reserva mais vergonha.
Pelo menos não faltou luta por parte do elenco
Além disso, apesar de todos os problemas estruturais e técnicos, é preciso reconhecer, pelo menos por parte do elenco, não faltou entrega e vontade. Alguns jogadores mostraram raça até o último minuto, tentando compensar na vontade o que o time não que esbarrava na qualidade.
Mas, como é sabido no futebol, só vontade não é suficiente quando o planejamento é e a montagem do elenco beira não é como imaginado até mesmo pela SAF. Que 2025 sirva de aprendizado para 2026, montando um elenco a altura que o Guarani e a torcida que sempre esteve e está ao lado do ao lado time merece.
Portanto, que SAF repense o futuro e respeite a historia, em memoria a vários e saudosos jogadores que passaram por esse clube, como Waldemar Teixeira de Faria goleiro e presidente do Guarani, um clube que ele não apenas defendeu com habilidade, mas também ajudou a erguer em uma época em que ser jogador de futebol não era uma profissão exclusiva e cuja contribuição é imortalizada no estádio da cidade, carinhosamente chamado de Farião.







Que reportagem tendenciosa e idiota como toda deste jornaleco de quinta categoria que não recebeu dinheiro da SAF e fica destilando o veneno contra quem não paga. Entro só pra dar risada destas matérias tão insignificantes qto o dono deste jornal.