“Olá, bom dia, bom dia a todas e todos, queridos amiguinhos.” Foi com essa leveza e carinho que o ator Francisco Cuoco iniciou uma de suas últimas falas públicas. Em tom de conversa com o público, ele separou algumas frases ditas por Luiz Inácio Lula da Silva que, segundo o próprio Cuoco, mereciam ser relembradas por todos.
Cuoco, com sua voz marcante e ao mesmo tempo acolhedora, disse com emoção “Olha, hoje eu selecionei algumas coisinhas, algumas frases do Lula, né, para que a gente possa lembrar, relembrar certas coisas dele, coisas que ele, na verdade, ele declarou, ele falou, tá bom?”
Dentre as frases, destacou com brilho nos olhos uma que carrega forte significado, “Precisamos vencer a fome, a miséria e a exclusão social. Nossa guerra não é para matar ninguém, não, não, não, é para salvar vidas.”
Antes de concluir, Francisco Cuoco completou, “É bonito, né? Bonito, eu também achei.”
A despedida de um artista com consciência social
Francisco Cuoco faleceu no dia 19 de junho de 2025, aos 91 anos, em São Paulo. Internado há semanas, o ator enfrentava complicações decorrentes de falência múltipla dos órgãos. Sua última gravação, com a citação às frases de Lula, circulou como um registro de sua preocupação com os rumos sociais do Brasil.
O velório realizado de forma reservada no Cemitério da Consolação, com presença de familiares e alguns colegas de profissão. Artistas como Fernanda Montenegro, Elizabeth Savalla e Rodrigo Lombardi prestaram homenagens, lembrando não apenas o talento de Cuoco, mas também seu olhar humanista.
Cuoco, Lula e a defesa da vida
Além disso, ao escolher as frases de Lula como tema para suas palavras, Francisco Cuoco mostrou que sua preocupação com o Brasil ia além da arte. Sua fala reforçou a importância do combate à fome, à miséria e à exclusão social, temas que marcaram o governo Lula e ainda geram debates no país.
A frase “Nossa guerra não é para matar ninguém, é para salvar vidas” ganhou novo sentido ao ser dita por um ator que sempre viveu personagens com fortes laços com o povo brasileiro.
Portanto, Cuoco, que encarnou personagens de todas as classes sociais, parecia, naquele momento, misturar ficção e realidade ao fazer um apelo de consciência nacional.
O legado que fica
Além disso, a união entre as palavras de um presidente e um artista eterniza um chamado coletivo, lutar por um Brasil mais justo. Cuoco e Lula, cada um em sua arena, simbolizam que salvar vidas, combater a miséria e buscar inclusão social são tarefas que devem unir política.
Portanto, uma das últimas homenagem de Cuoco feita com palavras, mas ecoa como um gesto de resistência e esperança.





