A violência não escolhe lugar e, infelizmente, atingiu mais uma vez quem deveria estar protegido por prestar um serviço essencial. Na manhã desta sexta-feira, (13/06) , duas servidoras públicas da Estratégia de Saúde da Família (ESF) Nações, em Divinópolis (MG), foram agredidas por uma paciente durante o atendimento.
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa), chefiada por Sheila Salvino, as profissionais foram atacadas física e verbalmente após a paciente discordar dos procedimentos técnicos padronizados da unidade.
A revolta da mulher ultrapassou qualquer limite razoável, ela partiu para a violência, ameaçou as servidoras e provocou um cenário de pânico no local.
A Polícia Militar chamada imediatamente, uma ocorrência registrada e a Prefeitura confirmou que irá acionar judicialmente a agressora. A segurança da unidade também reforçada para garantir a continuidade dos atendimentos e proteger os demais trabalhadores.
Um crime que exige resposta
A Prefeitura de Divinópolis repudiou com veemência o ato e afirmou, em nota oficial, que “qualquer forma de agressão contra servidores públicos é crime e será tratada com o devido rigor da lei”.
Além disso, a Semusa, por meio de Sheila Salvino, garantiu que as servidoras terão suporte psicológico, jurídico e institucional, e que a paciente poderá responder criminalmente por lesão corporal, ameaça e perturbação do serviço público.
Portanto, o caso escancarou um problema antigo, mas muitas vezes silenciado, a insegurança vivida por quem atua na linha de frente da saúde pública. Médicos, enfermeiros, agentes e administrativos seguem expostos, muitas vezes sem estrutura mínima de proteção.
Um reflexo do descaso?
Episódios como esse resultado do acúmulo de tensões no sistema de saúde, com filas, falta de estrutura e sobrecarga de trabalho. Porém, nada justifica a violência.
Portanto, o descontentamento com o sistema não pode se transformar em agressão a quem está ali trabalhando. É preciso ter canais de escuta, mas também proteção efetiva aos profissionais.
Além disso, casos como esse, não pode ser mais um a cair no esquecimento. Ações concretas precisam tomadas. Além de reforçar a segurança, a Prefeitura deve ampliar campanhas de conscientização e investir em estrutura física, acolhimento e valorização dos profissionais.







Concordo plenamente com a defesa das pessoas que trabalham nas unidades de saúde. Só não concordo com a redação da notícia, eivada de erros de sintaxe primários.