“A Nossa História de Amor”, curta-metragem do cineasta Alisson Resende, vence prêmio de Melhor Filme LGBTQ+ no festival AIMAFF, em Atenas.
O cinema produzido em Divinópolis acaba de romper fronteiras e conquistar reconhecimento internacional. O curta-metragem “A Nossa História de Amor”, do cineasta Alisson Resende, venceu o prêmio de Melhor Filme LGBTQ+ no prestigiado Athens International Monthly Art Film Festival (AIMAFF), realizado em Atenas, na Grécia.
A premiação consagra não só o talento do diretor, mas também de toda a equipe envolvida na produção, reafirmando a força do audiovisual independente feito em Minas Gerais.
Esta já é a terceira premiação do filme, que retrata, com sensibilidade e coragem, o amor entre dois homens, rompendo barreiras sociais, temporais e culturais.
Um filme mineiro com alma universal
Gravado em uma locação emblemática — a casa do pianista Túlio Mourão, nas montanhas de Divinópolis, frequentada por ícones como Milton Nascimento — o curta exala brasilidade, intimismo e universalidade ao mesmo tempo.
O elenco traz talentos de diferentes regiões: Arthur Jacques (Divinópolis), Alê (Rio de Janeiro) e Carlos Nunes (Belo Horizonte), todos unidos por um roteiro que emociona e questiona.
“A nossa história de amor não tem limites, não tem gênero, não tem rótulos. É inadmissível dizer que apenas algumas formas de amar são corretas. Todas as formas de amor importam”, defende o diretor Alisson Resende.
Trilha original e acessibilidade
Além disso, a trilha sonora do curta, assinada por Gê Lara, premiado músico de Divinópolis, marca sua estreia no cinema com composições feitas especialmente para o filme — fato raro em curtas-metragens de baixo orçamento. “Ter uma trilha original e ainda lançada em todas as plataformas é quase um milagre no cenário do cinema independente”, comenta Alisson.
Portanto, o filme também é um exemplo de acessibilidade e inclusão, com versões disponíveis no YouTube com audiodescrição, legendas descritivas e Libras, facilitando o acesso de pessoas com deficiência ao conteúdo.
Reconhecimento global, raízes locais
Além disso, o AIMAFF, festival sediado no histórico Cinema Astor — fundado em 1908 e membro da elite do Europa Art Cinemas —, é conhecido por selecionar produções de altíssima qualidade.
Ao vencer a categoria LGBTQ+, “A Nossa História de Amor” se junta a obras exibidas também em festivais como Cannes, Sundance e o Festival de Curtas de Drama.
Portanto, a conquista representa mais que uma vitória estética ou técnica: é um posicionamento político e cultural.
Em tempos onde o preconceito e o conservadorismo ainda ferem o direito de amar livremente, filme reafirma a importância da arte como espaço de resistência, empatia e transformação social.
Declarações dos artistas
Além disso, para Arthur Jacques, ator divinopolitano estreante no cinema, a experiência foi transformadora:
“Foi um presente e um enorme aprendizado. Falar sobre um tema tão essencial em um ambiente tão acolhedor foi uma honra. O resultado é fruto da beleza do coletivo.”
Além disso, o ator Alê, do Rio de Janeiro, também expressou emoção com a repercussão:
“Saber que o filme ganhou mais um prêmio e chegou até a maior cidade da Grécia é indescritível. Esse reconhecimento valida toda a luta e união que tivemos para realizar o filme.”
Produzido pela Lei Paulo Gustavo
Além disso, a realização do curta foi possível graças à Lei Paulo Gustavo, do Governo Federal, executada em âmbito municipal. A lei, que homenageia o humorista vítima da COVID-19, permitindo que produções como esta ganhem corpo, tela e voz.
Histórico do diretor
Alisson Resende já soma sete filmes em sua carreira, com destaque para os premiados “DENTRO”, suspense psicológico.
“TEMPO”, vencedor no LIFT-OFF GLOBAL NETWORK (Reino Unido); e “Cinemaz 2024”, onde foi premiado com Melhor Roteiro de Minas Gerais. Ele também acumulou reconhecimentos no BIMIFF, festival internacional do Rio de Janeiro.






