O estado de Minas Gerais está em situação de emergência sanitária animal desde a terça-feira (27), após a detecção de um caso de gripe aviária de alta patogenicidade (IAAP) em aves ornamentais mantidas em cativeiro na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo comunicado oficial do governo estadual, a medida tem validade de 90 dias e visa conter o risco de disseminação do vírus, identificado em dois gansos e um cisne negro silvestre criados em um sítio no município de Mateus Leme, sem finalidade comercial ou alimentar.
A prefeitura da cidade afirmou, por meio de nota, que “não há motivo para pânico” e que todos os protocolos sanitários estão sendo seguidos com rigor. O registro da doença, por ter ocorrido fora de uma granja comercial, não compromete as exportações de produtos avícolas brasileiros.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) confirmou que a infecção ocorreu em ave silvestre e destacou que casos como esse são, geralmente, introduzidos por aves migratórias infectadas que cruzam o território nacional.
No último dia 15 de maio, o Brasil notificou o primeiro caso da doença em uma granja comercial em Montenegro (RS), o que intensificou a adoção de medidas emergenciais em diversos estados para barrar a propagação entre criações comerciais.
Com a declaração de emergência, o governo mineiro poderá mobilizar equipes técnicas, recursos materiais, tecnologia e orçamento específico para ações de controle da enfermidade. De acordo com a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), essa não é a primeira vez que a doença é registrada no estado: em 2023, um pato selvagem da espécie Cairina moschata foi diagnosticado com a variante H9N2, de baixa patogenicidade e sem risco à saúde humana.
O governo reforça que a Influenza Aviária não é transmitida pelo consumo de carne de frango ou ovos. No entanto, a infecção representa alto risco para a avicultura, pois pode causar mortalidade elevada em aves e prejudicar a cadeia produtiva.
Minas Gerais ocupa a segunda posição nacional na produção de ovos e é o quinto maior produtor de aves do país.
Como medida preventiva, o estado descartou, ainda em maio, cerca de 450 toneladas de ovos férteis provenientes de uma granja em Montenegro (RS) – onde o vírus havia sido confirmado. O lote, destinado à reprodução e não ao consumo, foi inutilizado conforme o Plano de Contingência da Influenza Aviária, vigente desde 2022.
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