Durante a solenidade de entrega da Medalha Candidés na Câmara Municipal de Divinópolis, realizada na última quinta-feira (23), um episódio inesperado chamou a atenção: o vereador Vitor Costa precisou se ausentar da cerimônia por motivos de saúde. Posteriormente, o parlamentar veio a público relatar que enfrentou uma crise de pânico no local e aproveitou para defender o cuidado com a saúde mental e a valorização dos serviços públicos como o CAPS e o Sersam.
“Eu nunca tinha passado por algo assim”, começou o vereador ao explicar o ocorrido. “Na última quinta-feira, minha assessoria até divulgou uma nota informando que eu precisei me ausentar da entrega da Medalha Candidés por não estar me sentindo bem. No início, pensei em não comentar sobre isso, mas percebi que a situação tomou uma proporção maior, inclusive com especulações, então decidi esclarecer.”
Vitor também lembrou que sempre procurou manter um canal aberto com seus seguidores nas redes sociais: “O meu perfil não é apenas político. Sempre compartilhei o que gosto, o que vivo, inclusive minhas dores. Ser eleito não muda isso”.
Segundo o relato, o dia da cerimônia já começou com tensão acumulada. “Foi um dia normal de trabalho, com reunião na Câmara, e isso sempre me deixa mais ansioso. Tive dores de cabeça intensas à tarde e, mesmo assim, fui para casa, tomei banho, comi uma maçã e voltei para a cerimônia”, contou.
No entanto, ao chegar ao local, a situação piorou. “Estava enjoado, com dor de cabeça forte. Mesmo assim, mantive o sorriso e fui cumprimentar as pessoas. Na hora do Hino Nacional, percebi que não conseguiria continuar. Saí e fui até o plenarinho. Lá, fui amparado por colegas, me ajudaram a me acalmar, colocaram água em mim, e o vereador doutor Delano, que é médico, me atendeu prontamente.”
O atendimento de urgência descartou hipóteses mais graves. “Ele investigou se poderia ser infarto, mas, sem sinais como formigamento, concluiu que era uma crise de pânico. Nunca tinha vivido isso. Durante a entrega da medalha à Gleide, o doutor Delano ficou ao meu lado, e depois precisei sair de novo, fui acolhido por mais colegas e medicado”, explicou Vitor.
O vereador fez questão de agradecer ao apoio recebido. “Minha assessoria foi fundamental. O doutor Delano, o vereador Hilton, o Matheus, o presidente da casa, todos foram solidários. Deixaram de lado as diferenças políticas para cuidar de mim naquele momento.”
Além do relato, o parlamentar fez um apelo para que o tema seja tratado com seriedade. “Não é fraqueza. Somos humanos. Precisamos falar sobre o que sentimos. E quem estiver em crise pode procurar o CAPS, no bairro Manoel Valinhas, que funciona 24 horas.”
Vitor também comentou sobre a tentativa de terceirização do serviço. “Sou contra. Saúde mental é cuidado e deve ser prestada diretamente pelo serviço público. Terceirizar isso é abdicar de uma responsabilidade com vidas.”
Por fim, o vereador reforçou seu compromisso com a transparência. “A vida vai além do que mostramos nas redes. Temos alegrias e dores. E, nesse momento de vulnerabilidade, reforço: contem comigo para defender a saúde mental.”
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