Uma tragédia marcou a tarde da última sexta-feira (2) na BR-381, altura do município de Caeté, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O socorrista voluntário Edson Eduardo Souza, de 55 anos, morreu após capotar o veículo em que viajava para o velório da sobrinha e do filho dela. O automóvel despencou em uma ribanceira e as causas do acidente ainda estão sendo apuradas pelas autoridades.

Acidente e capotamento do veículo do Edson foi registrado na sexta-feira (2), na BR-381, altura de Caeté. – Imagem: Reprodução/Redes Sociais
Edson era fundador do Grupo de Resgate Voluntário (G3) de Pitangui, no Centro-Oeste de Minas Gerais, criado por ele e sua ex-esposa há cerca de 15 anos, após perderem um amigo que faleceu aguardando socorro em uma rodovia. Desde então, o grupo passou a oferecer atendimentos emergenciais com recursos próprios e apoio da comunidade, tornando-se referência na região.
Natural de Nova Era, Edson era o mais novo de 14 irmãos. Teve uma infância marcada pela perda do pai, vítima de um acidente de trabalho. Começou a trabalhar cedo em uma mineradora em Santa Bárbara e, anos depois, migrou para o Centro-Oeste mineiro, onde conciliou a vida no setor mineral com a dedicação ao resgate voluntário.
A trajetória de Edson foi inteiramente voltada ao auxílio de terceiros. Atuando em estradas, desastres e emergências, ele tornou-se uma das figuras mais queridas e respeitadas da região. Pai de dois filhos e avô de uma menina, ele planejava se afastar gradualmente das atividades do G3 para se dedicar à família. “O plano dele era se aposentar do G3 e curtir a netinha, estar mais presente com a família. Mas não houve tempo. A vida dele foi entregue ao próximo até o último dia”, declarou o jornalista Ricardo Welbert, que o entrevistou recentemente.

Edson Eduardo Souza, de 55 anos, fundador do Grupo de Resgate Voluntário em Pitangui.- Imagem: G3/Divulgação
O corpo foi inicialmente levado ao Instituto Médico Legal de João Monlevade e, posteriormente, seguiu para Pará de Minas, onde teve início um cortejo fúnebre com destino a Pitangui. O velório acontece na quadra do bairro Chapadão, preparada para acolher familiares, amigos, companheiros de resgate e representantes de diversas entidades da região. O sepultamento ocorrerá em Nova Era, cidade natal do socorrista.
Pelas redes sociais, centenas de homenagens foram publicadas em memória de Edson. “Hoje perdemos um amigo, um irmão de farda, um ser humano que fazia o bem sem esperar nada em troca. Um exemplo para todos nós”, lamentou o colega socorrista Felipe.
O G3, fundado sobre os princípios da solidariedade e da cidadania, agora se despede de seu maior símbolo. A comoção causada pela perda de Edson Eduardo reafirma o impacto de sua missão e o legado que deixa para a sociedade.
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Com informações do jornalista Ricardo Welbert e do portal G1







