Com a previsão de entrega do Hospital Regional de Divinópolis prevista até setembro deste ano, anunciada pelo secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, Fábio Baccheretti, o debate sobre a infraestrutura de mobilidade urbana ao redor da unidade hospitalar ganha urgência. A preocupação foi tema de audiência pública realizada na Câmara Municipal no último dia 7 de abril, por iniciativa do vereador Rodyson do Zé Milton (PV).
Durante o encontro, vereadores, autoridades e representantes da população discutiram os impactos que o início das atividades do hospital causará no trânsito da região. Para o parlamentar, a entrega do hospital, embora esperada há mais de uma década, precisa ser acompanhada de medidas concretas que garantam o acesso digno, seguro e funcional aos usuários.
“De nada adianta entregarmos um hospital complexo e importante se o acesso não comportar a demanda. É fundamental garantir que as pessoas consigam chegar até o hospital com segurança, agilidade e dignidade”, destacou Rodyson.
Com mais de 200 leitos, o Hospital Regional será referência para Divinópolis e cidades do Centro-Oeste mineiro, atendendo a uma grande demanda por procedimentos cirúrgicos e desafogando os hospitais locais. Isso, no entanto, implicará em um aumento significativo do tráfego de veículos, ambulâncias, pedestres e ciclistas na região.
Ponte, vias e infraestrutura: cobranças por ações concretas
Na audiência, representantes da Secretaria Municipal de Trânsito (Settrans) apresentaram um estudo de mobilidade sobre a região, identificando gargalos e soluções. Já a Secretaria de Obras (Semfop) informou estar finalizando a definição dos projetos que deverão ser licitados. As obras estruturantes, como a construção da ponte ligando os bairros Maria Peçanha e Realengo, estão previstas apenas para 2026, o que gerou críticas e preocupação por parte dos presentes.
Rodyson chamou atenção para a necessidade de antecipar parte das intervenções, dada a proximidade da inauguração.
“Nossa cobrança é justamente neste sentido, para que a infraestrutura viária acompanhe o avanço na saúde. Serão centenas de pessoas transitando por aquela região todos os dias. Não podemos negligenciar esse aspecto.”
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Início de funcionamento também preocupa
Outro ponto levantado pelo vereador foi a estruturação operacional do hospital, como a compra de equipamentos e a contratação de profissionais, etapas ainda em andamento. Segundo ele, a atenção do Legislativo deve se manter vigilante para que não haja atrasos após a entrega física da obra.
“Perante esses desdobramentos, como a melhoria do acesso e o início do atendimento, cabe a nós, vereadores, cobrarmos, fiscalizarmos e exigirmos o máximo de celeridade possível. Os divinopolitanos não podem mais esperar”, concluiu.
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