O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi submetido neste último domingo (13) à sua sexta cirurgia abdominal desde o atentado à faca ocorrido durante a campanha presidencial de 2018. Segundo boletim médico do Hospital DF Star, em Brasília, a operação teve duração de 12 horas e foi considerada a mais extensa e delicada de todas até o momento. Terminou por volta das 22 horas da noite de ontem. O ex-presidernte não tem previsão de alta nesta semana.
A equipe médica informou que Bolsonaro foi submetido a uma laparotomia exploradora, procedimento cirúrgico de grande porte utilizado para remover aderências no intestino delgado e realizar a reconstrução da parede abdominal, que apresentava complicações em razão das múltiplas intervenções cirúrgicas anteriores.
Apesar da complexidade, não houve intercorrências nem necessidade de transfusão de sangue. Segundo o boletim, a obstrução intestinal foi causada por uma dobra no intestino delgado, e foi resolvida com sucesso.
Por volta das 22h, o ex-presidente estava na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), apresentando quadro clínico estável, sem dores e recebendo suporte clínico e nutricional, além de medidas de prevenção contra infecções.
Histórico e evolução clínica
Essa foi a cirurgia mais longa enfrentada por Bolsonaro. Antes disso, o procedimento mais demorado havia sido a retirada da bolsa de colostomia em janeiro de 2019, que durou sete horas. Desta vez, os médicos já previam uma operação complexa devido à presença de múltiplas aderências, uma espécie de “cola biológica” que pode se formar em decorrência de traumas ou cirurgias anteriores, prejudicando o trânsito intestinal.
O boletim médico foi assinado por Cláudio Birolini (chefe da equipe cirúrgica), Leandro Echenique, Ricardo Camarinha, Brasil Caiado, Guilherme Meyer (diretor-médico) e Allisson Barcelos Borges (diretor-geral).
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou nas redes sociais, por volta das 22h, que estava indo em direção à sala de extubação para acompanhar o marido.
Transferência de Natal e reação política
Bolsonaro deu entrada no Hospital DF Star no sábado (12), vindo de Natal (RN), onde se encontrava desde a sexta-feira para um evento político em apoio à anistia dos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Ele foi levado ao hospital após passar mal e ser evacuado por helicóptero. O ex-presidente, que está inelegível, ao ser transferido para Brasília em um avião UTI, caminhou normalmente até a ambulância acenando para o povo.
Em mensagem a aliados no WhatsApp, Bolsonaro afirmou:
“A partir das 8h será realizada a nova cirurgia, ainda decorrente da facada. Ao meu lado o bispo JB Carvalho e bons médicos e enfermeiros. Se Deus quiser tudo ocorrerá bem.”
A cirurgia motivou manifestações públicas de apoio, como a do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que desejou “força” e pronta recuperação ao ex-presidente.
O que são aderências intestinais?
Aderências intestinais são formações de tecido cicatricial que podem grudar partes do intestino umas às outras, gerando obstruções parciais ou totais. No caso de Bolsonaro, elas foram causadas tanto pela facada quanto pelas cirurgias sucessivas, criando um quadro crônico de complicações digestivas.
O procedimento realizado foi a laparotomia exploradora, que consiste na abertura completa do abdômen, remoção das aderências e reconstrução da parede afetada.
Alta
Ao contrário do que publicou a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro no Instagram nesta segunda-feira (14), o ex-presidente segue na UTI e ainda não foi levado ao quarto. Também não há previsão de alta da UTI.
#Bolsonaro #CirurgiaDeBolsonaro #Facada2018 #DFStar #MichelleBolsonaro #ObstruçãoIntestinal #JornalismoDeVerdade #PolíticaBrasileira






