Minas Gerais voltou a registrar um crescimento preocupante nos casos de dengue após o Carnaval, colocando o estado em alerta. Com mais de 57 mil casos confirmados e 13 mortes já registradas entre janeiro e março, além de outras 41 em investigação, Minas ocupa a segunda posição no ranking nacional da doença, ficando atrás apenas de São Paulo.
Situação nas regiões mais afetadas
O Triângulo Mineiro é a região com maior número de hospitalizações e óbitos, sendo impactado pela circulação do sorotipo 3 da dengue. Esse tipo do vírus não era registrado há anos no estado, tornando a população mais vulnerável à infecção.
No Sul de Minas, os dados apontam para 1.328 casos e uma morte confirmada na cidade de Areado, além de duas mortes em investigação. Embora o número de registros seja menor do que no mesmo período do ano passado, as cidades continuam promovendo mutirões de limpeza para combater os focos do mosquito transmissor. Varginha, por exemplo, tem uma ação programada para esta quarta-feira (19), enquanto Passos implantou três salas de hidratação para atendimento de pacientes.
Na Zona da Mata, Juiz de Fora tem três óbitos em investigação e 449 casos confirmados, segundo dados estaduais. O município de Ubá também investiga uma morte e registra 19 casos confirmados e 509 notificações. Já Barbacena, no Campo das Vertentes, contabiliza 104 casos confirmados e investiga um óbito.
No Vale do Aço, a macrorregião notificou 767 casos confirmados e um óbito em investigação. Apesar da gravidade, os números são menores do que os registrados no mesmo período de 2024.
No Norte de Minas, Montes Claros apresenta divergência nos dados entre as esferas municipal e estadual. Enquanto a prefeitura informa 54 casos confirmados e 1.304 notificações, os números estaduais indicam nove confirmações e 193 notificações.
A importância da prevenção
Diante do avanço da dengue, autoridades de saúde reforçam a necessidade de controle dos focos do mosquito Aedes aegypti. A principal recomendação é a eliminação de água parada, onde o inseto se reproduz. Embora o uso do ‘fumacê’ seja uma alternativa para emergências, especialistas alertam que a melhor estratégia continua sendo a prevenção.
“Se tem fumacê rodando, é porque tem mosquito rodando. Se tem mosquito, é porque tem água parada. O ideal é evitar a água parada para que não tenhamos um mosquito”, enfatiza Eduardo Campos Prosdocimi, subsecretário de vigilância em saúde do Governo de Minas.
As ações preventivas e a conscientização da população são essenciais para evitar um agravamento da situação, especialmente diante da circulação do sorotipo 3, que pode levar a quadros mais graves da doença. O combate à dengue depende do esforço conjunto entre poder público e cidadãos, reforçando a importância da participação de todos no controle do vetor.






