As forças de segurança de Minas Gerais realizam, hoje, dia (28), um protesto no centro de Belo Horizonte. O ato, que conta com a participação de representantes da Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e Corpo de Bombeiros, tem como objetivo pressionar o governo estadual para a reposição das perdas inflacionárias da categoria.
A manifestação teve início na Praça Sete, segue pela Avenida Afonso Pena e deve encerrar-se na Praça da Liberdade. Durante o ato, os servidores reforçam a reivindicação por recomposição salarial, argumentando que a legislação eleitoral impedirá essa medida em 2026. O Sindicato dos Policiais Penais do Estado de Minas Gerais (Sindppen-MG) enfatiza a importância da união da categoria neste momento.
Um documento entregue durante o protesto afirma que o objetivo da mobilização é garantir que o Governador Romeu Zema conceda a recomposição das perdas inflacionárias, reconhecidas pelo próprio Executivo. De acordo com o material divulgado, o governo mineiro registrou um superávit de R$ 5 bilhões em 2024, mas alega não ter recursos para reajustar os salários dos servidores da segurança pública. A categoria critica o aumento de 298% nos salários do governador, do vice e de seus secretários, enquanto os profissionais da segurança receberam apenas 4,62% de reajuste, mesmo acumulando quase 45% de perdas inflacionárias. Além disso, acusam a administração estadual de utilizar recursos da recomposição para financiar obras com fins eleitorais.
Diante da impossibilidade de greve, as forças de segurança anunciaram que estão adotando uma operação de estrita legalidade durante o Carnaval. Esse tipo de mobilização consiste no cumprimento rigoroso das normas previstas na Constituição, reduzindo o ritmo de trabalho e limitando os serviços ao mínimo exigido por lei. Caso essa estratégia seja mantida nos próximos dias, o evento carnavalesco pode ser afetado, gerando impactos na segurança pública durante a festividade.






