A intensa onda de calor que atinge o Rio de Janeiro e diversas regiões do Brasil fez mais uma vítima fatal. desta vez foi a Agente Comunitária de Saúde (ACS), Cláudia da Conceição Neves, de 46 anos, faleceu devido na última sexta-feira, de exaustão provocada pelas altas temperaturas enquanto desempenhava suas funções como servidora da Prefeitura Municipal de Duque de Caxias.
De acordo com informações, Cláudia passou o dia trabalhando sob um sol escaldante e sofreu um mal súbito, causado pela desidratação extrema. Uma enfermeira que prestou socorro à agente confirmou seu estado debilitado no momento do atendimento. Infelizmente, a profissional não resistiu e morreu.
Imediatament, em resposta às reclamações, a direção do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde do Rio de Janeiro (SintSaúde-RJ) anunciou medidas emergenciais para minimizar os riscos enfrentados pelos servidores, como o encerramento do expediente nos horários mais quentes do dia, fornecimento de água e intervalos regulares para descanso.
O sepultamento ocorreu no sábado (15), às 11h, no Cemitério de Taquara, localizado no Jardim Imbariê, em Duque de Caxias. Amigos, colegas de trabalho e familiares lamentaram profundamente a perda e prestaram suas últimas homenagens. Como existe um grupo nacional de ACS, a noticia chegou a Divinópolis.
Denúncias sobre condições de trabalho
A morte de Cláudia Neves gerou uma onda de preocupação entre os profissionais da saúde, em Divinópolis que trabalham embaixo deste sol escaldantes, principalmente os agentes comunitários, que frequentemente trabalham em condições climáticas adversas e sem o suporte adequado.
A situação de Cláudia Neves expõe um problema mais amplo, que não se restringe ao Rio de Janeiro, mas diversas outras cidades. Em Divinópolis (MG), por exemplo, agentes comunitários relatam que também estão sendo submetidos a condições extremas de trabalho sem suporte adequado. A prefeitura local, sob gestão de Juliano Cunha e Sheila Oliveira, tem sido alvo de críticas por não tomar medidas efetivas para proteger os profissionais.
Recentemente, uma portaria foi lançada na Prefeitura exisgindo que os agentes de saúde façam marcação de ponto no horário de almoço, dificultando ainda mais a rotina, especialmente em bairros onde não há infraestrutura para tal. Além disso, os agentes denunciam a falta de acesso a água potável e banheiros durante a jornada de trabalho, tornando as condições ainda mais insustentáveis.
Uma ACS de Divinópolis, que preferiu não se identificar por medo de retaliação, relatou sua preocupação: “Já passei por uma situação semelhante, por pouco não morri. É muita cobrança e falta de preocupação com os agentes de saúde. Infelizmente, Cláudia não teve a mesma sorte. Meus sentimentos à família dela. Hoje aprendi a valorizar minha vida e não a atender apenas as exigências da gestão.”
Falta de estrutura e apoio
Outro ponto crítico levantado pelos agentes de saúde é a falta de suporte para deslocamento. Em Divinópolis, o cargo é um dos únicos na prefeitura que exige trabalho externo mais extenuane, mas não existe dispinibilização de veículos oficiais para transporte. Muitos profissionais precisam usar onibus cheios e já chegam no local do trabalho exaustou dados as condições adversas do transporte públicos, ou que usem seus próprios meios de locomoção, acumulando prejuízos financeiros, e desenvolvendo problemas de saúde devido ao esforço excessivo.
Há também denúncias de perseguição contra servidores que questionam a administração municipal. De acordo com os trabalhadores, qualquer tentativa de reivindicação por melhores condições é tratada como afronta e pode resultar em represálias.
A morte da ACS Cláudia Neves levanta um alerta urgente sobre as condições de trabalho dos agentes comunitários de saúde em todo o país. Em tempos de temperaturas extremas, é fundamental que as prefeituras e órgãos competentes adotem medidas efetivas para garantir a segurança e bem-estar desses profissionais, que desempenham um papel essencial na atenção primária à saúde da população.
Grifo Divinews: A preocupação dos dois gestores com os trabalhadores existe sim, mas só nas lives, em frente as lentes dos celulares. A pratica e o olhar humanizado é quase zero. E cada vez piora o embate. Tudo provocado poelo estrondoso nas urnas, avaliam que os números lhe deram a prerrogativa de poder fazer tudo. Tornaram-se feudais.







Também sou Agente comunitário de saúde
Prefeitura municipal Ribeirão preto sp há 15 anos
Fui agente comunitário de saúde há 10 anos pela hospital Santa casa Ribeirão preto sp prestava serviço para prefeitura municipal Ribeirão preto sp
São 25 anos de agente comunitário de saúde Prefeitura de Ribeirão preto sp os ACS receberam bonés, chapéus, colete, uniforme e crachá, são não recebeu protetor solar
ACS Ribeirão preto sp não vão fazer visita domiciliar tarde quando está muito quente
Todo mundo sabe que Divinópolis sofre com o problema de credenciamento. Sem verba federal, os ACS´s vão sendo exonerados aos poucos e a vacância destes cargos, não é suprida.
Temos várias areas descobertas, sem agentes de saúde, porque não chamaram o efetivo necessário, no último concurso.
Bairros como Afonso Pena,, estão com menos da metade dos Agentes trabalhando.
Inclusive, um parente da vice prefeita.
DIVINOPOLIS ESTÁ COM DEFICIT DE ACS POR POSTO.
A PREFEITURA NÃO FEZ E NEM FARÁ NADA.
VAI PERDER A VERBA PARA A SAUDE , COMO PERDEU EM 2022