A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/MG), composta pela Policia Federal, Civil e Penas, deflagrou, nesta quinta-feira (13/02), a Operação Delivery, um golpe certeiro contra uma quadrilha que operava um esquema de tele-drogas em Uberaba/MG. A ação resultou no cumprimento de 18 mandados de busca e apreensão e 11 mandados de prisão, além da detenção de um investigado que já estava preso na penitenciária de Ribeirão Preto/SP.
A nomenclatura da operação não foi escolhida por acaso: o grupo criminoso utilizava um esquema de entrega de drogas semelhante ao modelo de delivery tradicional, com um sistema de teleatendimento e entregas realizadas por motociclistas, que levavam os entorpecentes diretamente às residências dos clientes. A estrutura imitava o funcionamento de serviços legítimos de entrega de alimentos e produtos, garantindo agilidade e sigilo na distribuição das substâncias ilícitas.
Histórico e desdobramento da investigação
A operação é um desdobramento da Operação Terceiro Tempo, realizada em setembro de 2024, que teve como objetivo desarticular uma facção criminosa responsável pelo tráfico de drogas na região de Uberaba/MG, Araxá e Naviraí/MS. Naquela ocasião, foram cumpridos 25 mandados de prisão e 31 mandados de busca e apreensão, resultando no indiciamento de 31 pessoas, já denunciadas pelo Ministério Público.
Durante as investigações, novas evidências apontaram para a existência de um novo grupo criminoso, independente da facção desmantelada anteriormente, mas atuando de forma semelhante no tráfico de drogas e em outros crimes na região.
Megaoperação policial
Cerca de 150 agentes das Polícias Federal, Civil, Militar e Penal participaram da ofensiva, demonstrando a força-tarefa conjunta no combate ao crime organizado. A FICCO/MG, coordenada pela Polícia Federal, atua de forma descentralizada em todo o estado de Minas Gerais, integrando esforços com órgãos estaduais para enfraquecer redes criminosas que operam no território mineiro.
A operação segue em andamento, e a expectativa é que novas prisões e apreensões sejam realizadas nas próximas fases. O modelo de tráfico via “tele-drogas” mostra a capacidade de adaptação das organizações criminosas, mas também reforça a necessidade de um combate cada vez mais sofisticado e coordenado por parte das forças de segurança.






