Repórter policial, Hugo Serello alerta sobre rifas irregulares: “O perigo por trás dos sorteios”; “PCMG e MP seguem de olho”, diz Divinews

Hugo Serello diz que sorteios de rifas são fraudulentos e aconselha a não comprá-las

Publicado por: Redação

Nos últimos meses, uma prática irregular tem ganhado espaço em Divinópolis: a realização de rifas sem a devida autorização legal por influenciadores digitais e empresários. Embora possa parecer uma forma simples de ganhar prêmios de alto valor, especialistas alertam que essa modalidade é estruturada para que a grande maioria dos participantes perca dinheiro, além de estar sujeita a fraudes e penalidades legais. O jornalista policial Hugo Serello,  recentemente publicou um vídeo, fazendo um alerta e aconselhando sobre os perigos  que estão por trás dos sorteios de rifas, entre outros jogos, como também o tal tigrinho  Por outro lado, de acordo com matéria já publicada no Divinews, tanto o MP e a PCMG seguem “observando” a profussão de rifas em Divinópolis, de acordo com informações de fonte, ao Portal 

Hugo Serello Alerta sobre Rifas Irregulares: O Perigo por Trás do Jogo

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De acordo com Hugo Serello, crítico ferrenho desse tipo de atividade, rifas, assim como outros jogos de azar, são feitas para beneficiar os organizadores e não os jogadores. “A manipulação emocional de que é possível ganhar alguma coisa de alto valor com baixo investimento é uma tática muito covarde”, destaca. Ele também aponta que a falta de transparência em muitos desses sorteios é um grande risco, pois não há garantias de que o prêmio seja de fato entregue ao ganhador.

Além da possível fraude, há ainda um impacto negativo na saúde financeira e emocional dos participantes. Pessoas apostam pequenas quantias repetidamente, iludidas pela chance mínima de ganhar, mas acabam acumulando prejuízos financeiros. Em muitos casos, a ansiedade e a compulsão pelo jogo levam a problemas emocionais mais graves.

Monitoramento e ação das autoridades

As forças de segurança de Divinópolis já estão de olho nesses sorteios irregulares. Segundo apuração do Divinews, ainda não há uma investigação formal instaurada, mas as autoridades acompanham de perto essas práticas e podem agir independentemente de uma denúncia formal.

A legislação brasileira sobre sorteios é clara: apenas entidades sem fins lucrativos podem organizar rifas, e estas devem ser autorizadas pelo Ministério da Fazenda. De acordo com a Lei 5.768/1971 e o Decreto 70.951/1972:

  • Rifas precisam ser registradas no Sistema de Controle de Promoções Comerciais (SCPC);
  • Apenas entidades sem fins lucrativos podem realizá-las;
  • Prêmios em dinheiro são proibidos;
  • O valor arrecadado deve ser destinado à causa filantrópica declarada;
  • O sorteio deve estar vinculado aos resultados das Loterias Federais.

Realizar rifas sem autorização é considerado contravenção penal e pode resultar em multa, apreensão de bens e até mesmo prisão dos organizadores.

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Casos em Divinópolis

Na cidade, diversos influenciadores e empresários já estão na mira das autoridades por promover rifas ilegais. Entre os casos mais conhecidos, destaca-se o influenciador Vitão Muriçoca, que sorteia veículos de alto valor sem qualquer vínculo com instituições filantrópicas. Apesar de alertado sobre a irregularidade, ele continua promovendo os sorteios e já teria até criado um perfil reserva nas redes sociais, possivelmente prevendo futuras sanções.

Outros nomes mencionados incluem:

  • Divimotos: Alega estar em processo de legalização dos sorteios;
  • Rafael Alvarenga e Silva (Conceptmotos e Mxdangewear): Realiza rifas questionáveis;
  • Denner Galvão: Influenciador que promove sorteios sem comprovação de legalidade;
  • Ana Paula Marçal: Com mais de 595 mil seguidores, já realizou rifas, mas não respondeu aos questionamentos da imprensa.

Como funcionam os sorteios e os riscos para participantes

Muitas rifas utilizam a Loteria Federal como referência para os números sorteados. No entanto, algumas ampliam a sequência numérica para seis algarismos, permitindo a venda de mais bilhetes e aumentando a arrecadação dos organizadores. Os valores arrecadados variam de R$ 150 mil a R$ 2 milhões, dependendo do preço das cotas, que costumam custar entre R$ 0,15 e R$ 2,00.

O grande problema é que, sem a devida autorização, os participantes não têm nenhuma garantia de que o sorteio será conduzido de forma justa e transparente. Casos de fraude são frequentes, e muitos consumidores ficam sem o prêmio ou sequer conseguem reaver o dinheiro investido.

Como Se Proteger?

Antes de participar de qualquer rifa, é essencial verificar sua legalidade. Para isso, os interessados devem consultar o Sistema de Controle de Promoções Comerciais (SCPC), disponível no site do Ministério da Fazenda (https://scpc.seae.fazenda.gov.br/scpc). Se a rifa não estiver registrada, ela não tem validade legal e pode ser uma fraude.

O alerta de Hugo Serello segue como um conselho valioso: “Poupe o seu dinheiro para comprar outras coisas que vão sim te acrescentar alguma coisa substancial”. O risco financeiro e legal envolvido nas rifas não autorizadas torna essa prática uma aposta perigosa para todos os envolvidos.

Leia o texto na íntegra do vídeo criado pelo jornalista Hugo Serello

“Um conselho de amigo para você e sua família, não compre riflas. Oriente sua família de que esse é um jogo condicionado para você perder. Sei que esse é um assunto delicado, mas eu vou ser muito objetivo.

Eu jamais venderia um produto que eu não compraria, já funcionou muitas vezes para poder divulgar riflas de outras pessoas. Eu não tenho nada contra essas pessoas especificamente, mas esse é um negócio que eu particularmente não gosto e me dou o direito de opinar sobre isso. E mais do que opinar, dar orientações para um tema que é de saúde pública.

Rifla, jogos de azar, bete, tigrinho, até os legalizados também, Centro-Oeste, CAP da vida, nada disso é feito para você ganhar alguma coisa, só para você perder seu tempo, seu dinheiro e te gerar ansiedade. O caso das riflas eu ainda acho mais perigoso, principalmente pela falta ou completa ausência de transparência. Você compra e não sabe se vai realmente receber.

O sorteio pode ser fraudado e de várias formas. Mesmo aquele que é legalizado ou com os números que vem da caixa econômica, a pessoa que faz a rifla pode secretamente guardar para si uma grande fração e ela mesma ser a ganhadora disso. Isso é uma questão de educação financeira e de bom senso e respeito ao seu dinheiro e ao da sua família

Poupe o seu dinheiro para comprar outras coisas que vão sim te acrescentar alguma coisa substancial. Aqui no Brasil, a população trabalha muito e ganha pouco. A manipulação emocional de que é possível ganhar alguma coisa de alto valor com baixo investimento é uma tática muito covarde.

Quero que você reflita e leve essas palavras para sua família e para os seus amigos que ainda acreditam em riflas ou em sorteios para enriquecer”

Acesse também:

Exclusivo: Influenciadores digitais de Divinópolis na mira da Justiça por sorteios ilegais de rifas; arrecadação de um único prêmio pode ultrapassar de R$ 1 milhão

 

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