Era um domingo (26) que prometia ser tranquilo em Lagoa da Prata, mas na zona rural, uma trama digna de um filme surrealista estava prestes a se desenrolar. O cenário? Uma plantação de milho, dois ladrões famintos de espigas e um fazendeiro armado até os dentes. O desfecho? Todos terminaram na delegacia.
Os ladrões que viraram vítimas (ou quase isso)
Dois homens, de 58 e 52 anos, decidiram que o almoço de domingo precisava de um ingrediente especial: milho fresquinho direto do pé. Sem a menor cerimônia, invadiram a propriedade alheia e começaram a colher as espigas. O que eles não esperavam era que o dono da fazenda, munido de uma espingarda calibre 12, os flagraria em plena colheita clandestina.
Furioso, o proprietário os levou até a sede da fazenda. Mas, talvez tocado por um súbito momento de generosidade (ou exaustão), resolveu não chamar a polícia e deixou os homens irem embora às margens da rodovia MG-170. Contudo, os ladrões não se deram por satisfeitos e marcharam direto à polícia para prestar queixa contra o fazendeiro.
Segundo eles, além de serem conduzidos até a sede da fazenda, foram agredidos e ameaçados com disparos de arma de fogo. Sim, os mesmos homens que estavam furtando milho decidiram inverter os papéis e acusar o fazendeiro.
O fazendeiro armado e a justiça que não perdoa
A polícia, ao investigar a situação, abordou o fazendeiro em seu veículo. Com ele, encontraram uma espingarda calibre 12 carregada com três munições e outras sete balas guardadas no bolso. Embora a arma fosse, teoricamente, para sua proteção na zona rural, a denúncia dos ladrões complicou sua situação.
Resultado? O fazendeiro foi preso pelo porte ilegal de arma e pelos disparos alegados pelos invasores. Enquanto isso, os dois ladrões de milho também receberam voz de prisão pelo furto cometido.
Todos no mesmo barco (ou cela)
No final das contas, todos os envolvidos foram conduzidos à Delegacia de Polícia Judiciária. O fazendeiro, por mais surreal que pareça, acabou dividindo espaço na viatura com os mesmos homens que furtaram sua plantação.
Reflexão surreal
Esse episódio inusitado deixa uma questão no ar: quem é o verdadeiro vilão em uma história onde a ética, a fome e as armas se cruzam? Em Lagoa da Prata, o milho pode ser mais valioso do que parece, e até os ladrões sabem como dar a volta por cima, ou ao menos, tentar.
Moral da história? Em uma disputa na plantação de milho, todos podem sair perdendo.
Fonte da noticia: P5/7ºBPM






