Após a prisão pela Policia Rodoviária Federal, da digital influencer divinopolitana, Emma Spinner, que ocorreu nesta última segunda-feira (16). A Policia Civil de Minas Gerais marcou entrevista coletiva com o objetivo de contextualizar não apenas a prisão, mas outros detalhes ligados aos crimes cibernéticos por ela cometidos, ante o principio do seu entendimento de que não seria alcançada pela Justiça – O delegado-geral Flávio Destro, chefe do 7 Departamento da PCMG, em Divinópolis, acompanhado pelo presidente do Inquérito, Wesley Castro, em uma das explicações mais relevante afirmaram que as investigações continuarão, principalmente para saber quem de Divinópolis ou outros locais estavam municiando Emma Spinner com informações caluniosas de diversas pessoas da cidade, e ainda apurar se tais divulgações envolveram algum tipo de pagamento à influenciadora.
Os crimes de Emmanuelly Silva Resende vão muito além de “ofensa” e “calúnia”, segundo os delegados responsáveis pela investigação. Durante o processo, 24 vítimas e várias testemunhas foram ouvidas, resultando em 40 delitos registrados pela polícia. Entre os crimes estão: extorsão, denunciação caluniosa, divulgação de pornografia, ameaça, perseguição (stalker), racismo e injúria religiosa. Esses fatos destacam a gravidade das ações da influenciadora.
Desde o início das denúncias contra Emma, suas redes sociais já foram derrubadas diversas vezes: cinco perfis no Instagram e dois no Facebook foram desativados.
Usando suas plataformas para cometer os crimes, Emma agia por conta própria, mas também pode ter sido influenciada por outras pessoas. Por isso, a polícia anunciou que as investigações seguirão para uma “segunda fase”, buscando identificar possíveis cúmplices. O caso reforça a ideia de que a internet não é uma “terra sem lei”: ações criminosas no ambiente digital também podem levar a punições severas.
Um exemplo disso é o crime de extorsão. O delegado Weslley explicou que Emma usava até o WhatsApp para ameaçar e tentar extorquir vítimas. Em um caso, ela exigiu R$ 20 mil para parar de atacar uma pessoa publicamente. As investigações revelaram que Emma não conhecia todas as vítimas – algumas eram de outras cidades – o que levanta a suspeita de que ela recebia informações de terceiros. Contudo, ainda não ficou comprovado se ela recebia algum tipo de pagamento ou benefício para realizar as ameaças.
Emma foi presa na noite de segunda-feira (16), mas estava no Brasil desde sexta-feira (13). Antes disso, a polícia já havia solicitado uma difusão vermelha, o que alertou órgãos nacionais e internacionais, incluindo a Interpol, impedindo que ela saísse do país. A prisão foi realizada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Com tantas vítimas e crimes registrados, a Polícia Civil classifica o caso como a maior investigação de crimes digitais da região. Somando todas as penas pelos delitos, Emmanuelly pode pegar mais de 30 anos de prisão, deixando claro que, no mundo digital ou real, tudo que fazemos tem um preço.
Jornalistas/estagiárias: Ana Carolina Xavier / Giovanna Mota
Com: Geraldo Passos






