“Arte nas Águas de Minas”: legado de cultura e conscientização em Divinópolis, por projeto da Copasa

Publicado por: Redação

O aguardado projeto da COPASA, “Arte nas Águas de Minas”, foi oficialmente inaugurado em um evento realizado nesta última quarta-feira (06). Em parceria com o Ministério da Cultura e a Associação Pró-Cultura e Promoção das Artes (Appa – Cultura & Patrimônio), e viabilizado pelo Governo Federal por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, o projeto marca um importante passo na valorização da cultura e do meio ambiente em Minas Gerais.

Em Divinópolis, a primeira cidade a receber o projeto, a arte urbana foi criada pela dupla goiana “Bicicleta Sem Freio”, formada por Douglas de Castro e Renato Pereira. Com uma carreira internacional renomada, a dupla trouxe seu talento para murais em países como Espanha, Estados Unidos, Índia e Israel. Entre os artistas locais, destacam-se Mika Ribeiro, de Itapecerica, e William Pinguim, de Divinópolis, que pintaram painéis individuais e coordenaram uma oficina de pintura para alunos da Escola Estadual Lauro Epifânio.

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Madison Brandão, gerente regional da COPASA em Divinópolis, falou sobre os objetivos e a execução do projeto. “O projeto ‘Arte nas Águas de Minas’ é uma iniciativa pioneira da Copasa. Estamos começando em Divinópolis e é um prazer iniciar com grande estilo, trazendo cultura para a cidade, embelezando a paisagem e integrando a sociedade com a Copasa. Nesta fase de encerramento do projeto em Divinópolis, as pinturas foram concluídas e a Copasa está de portas abertas para a comunidade. Além disso, houve uma colaboração com a Escola Estadual Laura Epifânio, onde 30 alunos participaram de uma oficina de pintura, valorizando os artistas locais e integrando-os no processo artístico.”

Brandão destacou que o projeto não se limita a Divinópolis; outras cinco cidades também serão contempladas. No entanto, nesta primeira etapa, apenas Divinópolis foi escolhida para iniciar o projeto.

Lucélia Murioka, superintendente de comunicação da Copasa, representando o presidente Guilherme Duarte, falou sobre a sua visão do projeto e a importância para a comunidade. “A Copasa é uma grande patrocinadora da cultura de Minas Gerais. E é com grande prazer que a gente apoia este projeto, que é ‘Arte nas Águas de Minas’. Através deste projeto, valorizamos a cultura local, chamando artistas locais para deixar esta obra de arte para a cidade de Divinópolis. Valorizamos o meio ambiente, porque o tema do projeto é água. E também valorizamos a sociedade local, porque fizemos parceria com a escola e a Escola Estadual também ganhou cores.”

Murioka explicou que a Copasa atende mais de 600 municípios no estado. “Então, precisamos ter capilaridade em todos os nossos projetos culturais. Valorizamos muito nossa participação no interior. Seis cidades, além de Contagem na região metropolitana, foram selecionadas para receber este projeto. Que fique um presente da Copasa para a cidade de Divinópolis,” concluiu.

O secretário municipal de cultura de Divinópolis, Diniz Borges, além de ressaltar o projeto “Arte nas Águas de Minas”, exaltou também as oficinas que foram realizadas na Escola Lauro Epifânio: “Além do presente maravilhoso que recebemos, igual esse. A Copasa e a Apa conseguiram trazer também as oficinas para os meninos da Lauro Epifânio estar praticando essa arte do grafite”, disse Diniz.

A diretora do projeto destacou que, além de entregar uma galeria de arte pública para a cidade, ele aborda a questão crucial da água. “As obras trazem uma sensibilidade de tocar nesse tema que é tão importante, urgente e central na nossa sociedade. A Copasa acerta muito em investir e acreditar em um projeto que entrega para a cidade um legado de uma galeria de arte pública, aberta, democrática e acessível.”

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Para Ludmilla Ramalho, coordenadora de “Arte nas Águas de Minas”, a etapa de Divinópolis mostrou como a arte urbana pode transformar a paisagem de uma cidade, gerando impactos sociais positivos. Ela enumerou as próximas cidades que receberão o projeto: Contagem, Araxá (que já está com edital aberto), Pouso Alegre, Montes Claros e Coronel Fabriciano.

O artista grafiteiro Renato Reno, enquanto se deliciava com queijo e doce de leite, expressou sua opinião sobre o projeto: “Sou do interior de Goiás. Vim junto com o Douglas de Castro (outro artista). Viemos participar do projeto. Acho que a arte tem a capacidade de transformar. Nunca imaginei que sairia da minha cidade e estaria aqui. Graças a Deus, a arte me permite viajar, conhecer outros lugares e evoluir. Achei o projeto muito legal, porque fala da conscientização ambiental. É o momento de todos nós ficarmos atentos às transformações climáticas. Se não nos preocuparmos com a natureza, quem vai sofrer somos nós.”

Com “Arte nas Águas de Minas”, a Copasa reafirma seu compromisso com a cultura e o meio ambiente, deixando um legado duradouro para as cidades e suas comunidades.

Pinturas e parcerias

Artista há 25 anos, com trajetória calcada no estilo do graffiti, William Pinguim assinou um painel intitulado “Plantando Água nas Montanhas”, que remonta ao caminho das águas do Brasil, mais especificamente de Minas Gerais. “Eu e Mika fizemos uma conexão entre nossos painéis, destacando as nascentes do Rio Pará e do Rio Itapecerica. O meu, traz meus personagens, meu estilo; o dela, com os grafismos e o estilo dela. Mas tudo em conexão”, conta o artista de Divinópolis. “Foi uma oportunidade muito boa de produzir um painel bonito para a cidade, homenageando a água, um bem natural tão importante”.

Com um trabalho voltado para referências do boho, do flat do e do contemporâneo, Mika Ribeiro assinou o painel “A História de Itapecerica”, homenagem à cidade de seus pais, onde vive desde 2020. “É uma cidade que conserva bem o patrimônio do Estado. Então, quis trazer o artesanato, a cultura e a receptividade mineira, e também a natureza, o horizonte, as serras e, claro, as águas”, afirma. “A parceria com o Pinguim gerou frutos muito coloridos. São estilos diferentes, mas que tiveram uma conversa muito interessante. E o retorno da comunidade foi muito legal. Todo mundo oferecendo uma água, um cafezinho, agradecendo por estarmos colorindo o bairro”, completa a artista.

Os goianos do Bicicleta Sem Freio deixam três obras na unidade da Copasa: “Deságua”, “Sagui” e “Tucano”. Com uma mistura inconfundível de iconografia pop psicodélica, cores tropicais e um espectro de personagens surreais e maravilhosos, o trabalho da dupla explora temas como pós-existencialismo, cultura global e neotropicalismo. No caso das obras criadas para o projeto, a inspiração se deu na fauna e na flora local, atravessada pela água em seu conceito mais amplo.

“‘Deságua’ é inspirada pelo conceito de ‘lançar as águas’, seja de um rio ao mar ou para dar vazão a novas possibilidades. A palavra traz a ideia de movimento e transformação, como quando um rio deságua em um oceano, ou quando se retira água de um pântano. Esse simbolismo nos lembra da importância de soltar e seguir o fluxo, deixando que as energias fluam naturalmente”, afirma o artista Renato Reno, que também destaca as trocas com a comunidade e com os artistas locais. “A interação foi fantástica. Como somos de Goiânia, sentimos essa ligação próxima com a cultura de Minas, como se fôssemos primos culturais. Participar desse encontro e perceber o quanto as nossas raízes se entrelaçam foi muito especial”.

APPA – Cultura & Patrimônio

A APPA – Cultura & Patrimônio é uma associação cultural, sediada em Belo Horizonte, de fins não lucrativos, que tem como principal objetivo a promoção de iniciativas artísticas, culturais e patrimoniais que favoreçam o desenvolvimento socioeconômico.

Em mais de 30 anos, a APPA já desenvolveu, gerenciou e executou, com sucesso, mais de 240 projetos, aprovados em diversos mecanismos de financiamento cultural, como leis de incentivo à cultura e fundos culturais, além do gerenciamento e execução de convênios, termos de parceria, contratos de gestão, termos de ajustamento de conduta, patrocínios não incentivados, entre outros.

 

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