Em Minas Gerais, a luta contra o câncer de próstata começa a dar sinais positivos. Nos primeiros nove meses de 2024, o número de mortes pela doença caiu 15% em relação ao mesmo período do ano anterior, passando de 1.388 para 1.183 óbitos, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG). Essa redução é atribuída aos avanços tecnológicos no diagnóstico e tratamento, que têm ajudado a detectar o câncer em estágios iniciais e a oferecer opções de tratamento menos agressivas e mais eficazes.
O câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens no Brasil, ficando atrás apenas do câncer de pele. Embora ainda cause a morte de quatro homens por dia em Minas, especialistas acreditam que essa tendência de queda na mortalidade pode se manter, especialmente com o apoio de novas tecnologias, como exames mais detalhados e cirurgias robóticas.
Muitos homens ainda descobrem a doença em exames de rotina, sem apresentar sintomas. O avanço de exames como ultrassons específicos e o teste de PSA (um exame de sangue que mede o antígeno prostático específico) permite que os médicos identifiquem alterações na próstata logo no início, aumentando as chances de cura. Além disso, a cirurgia robótica tem se mostrado uma alternativa eficaz: esse tipo de procedimento oferece uma recuperação mais rápida e com menos efeitos colaterais, como incontinência urinária e problemas de ereção, que costumam ser temidos pelos pacientes.
O médico Leonardo Gomes, especialista em urologia, explica que a queda na mortalidade pelo câncer de próstata é resultado tanto da conscientização dos homens sobre a importância dos exames de rotina quanto das melhorias nos tratamentos. “Os avanços tecnológicos têm permitido um controle melhor da doença, tanto em casos iniciais quanto nos mais avançados, com tratamentos que oferecem mais qualidade de vida”, afirma.
A conscientização também vem com campanhas como o Novembro Azul, que incentiva os homens a deixarem o preconceito de lado e buscarem o diagnóstico precoce. Afinal, a maioria dos casos de câncer de próstata não apresenta sintomas no início, e é o acompanhamento médico que pode fazer a diferença entre um tratamento simples e uma situação mais grave.
Para os homens com histórico familiar de câncer de próstata, obesidade ou descendência africana, a recomendação é começar os exames aos 40 anos. Nos demais casos, a idade indicada é a partir dos 45. Além disso, hábitos como manter uma alimentação equilibrada e praticar atividades físicas também são aconselhados pelos médicos, uma vez que o excesso de peso e o consumo elevado de carne vermelha podem aumentar os riscos da doença.
A esperança é de que esse movimento continue crescendo, oferecendo aos homens mais saúde e qualidade de vida






