Como o Divinews já anunciou anteriormente, o Partido Liberal, que tem no comando da legenda estadual o deputado federal Domingos Sávio, aliado do clã Azevedo, encomendou ao Instituto Panorama Comunicação, Pesquisa e Assessoria Ltda, conhecido no mercado como IPAN, como consta no site do TSE registrou uma pesquisa no dia 28/9, com inicio de levantamento em campo do dia 29/9 até hoje, 1/10, e com data prevista de divulgação na antevéspera da eleição, dia 4 – Claro que, com um cenário totalmente atemporal por ser depois de 5 dias do término da pesquisa, pretende divulgar o resultado – Mas o fato é que essa mesma empresa tem contra ela uma série de irregularidades, a mais recente ocorreu em Sete Lagoas, quando no último dia 8/9 a Justiça Eleitoral impediu a divulgação de sua pesquisa. A empresa tem sede no pequeno município de Coromandel com apenas 23 mil habitantes, e com seus sócios, Márcia Maria Rodrigues Resende e Rogério Rodrigues da Silva
Um outro dado estranho envolvendo a Panorama é que em seu cartão de CNPJ, a atividade principal da empresa na Classificação Econômica da Atividade de Empresa, não é pesquisa e sim edição de jornais diários, se é que emite algum periódico diário mesmo. No CNAE secundário é que aparece pesquisa de mercado e de opinião pública.
De acordo com o pedido de impugnação, na qual o SeteLagoas.com.br teve acesso, é apresentado que o Instituto Panorama realizava uma pesquisa eleitoral para o cargo de prefeito que foi iniciada na última quarta-feira (4), com término na segunda (9), com divulgação dos resultados naquele mesmo dia. Segundo o documento, isso é um fato ilegal, já que ela desobedeceria a legislação eleitoral que rege estes procedimento. O tal instituto em eleição anterior chegou ser investigada pela Policia Federal por falsidade ideológica.
Ainda no caso de Sete Lagoas a magistrada Maria Rodrigues Brant, em sua decisão proferida reconheceu o pedido de suspensão imediata da divulgação. A juíza aponta o prazo entre o registro da pesquisa e a sua divulgação como irregulares. Ela determinou multa diária de R$ 5 mil reais em caso de descumprimento da sentença.
Em Divinópolis, o Divinews recebeu dois áudios com pessoas relatando que haviam sido abordadas por supostos institutos de pesquisa, na qual a abordagem técnica foi totalmente fora dos padrões que se pede de um pesquisador. Em um dele, segundo a denunciante. O pesquisador lhe mostrou em um celular em qual daqueles nomes ela votaria para prefeito. Segundo ela, teria apontado para a candidata Laiz Soares. A pesquisadora virou as costas e marcou um nome sem que ele tivesse visto, se realmente o pesquisador.
Em uma outra situação, que o áudio esta anexado a seguir, uma mulher relatou que estava chegando em casa, ao mesmo tempo em que tinha ao seu lado uma agente de saúde que se disponibilizou a fazer a pesquisa. O entrevistador então perguntou em quem ela iria votar, a agente respondeu que iria votar na Laiz Soares, 55. Mas de acordo com a entrevistada, o entrevistador marcou 30. Foi quando ela olhou para ele e questionou: você viu o que vc colocou ai? Vc colocou 30, Gleidson. E perguntou se ele tinha problema de audição. E emendou: essa pesquisa que vc está fazendo aposto que vc está é do lado dele. Você colocar ai Laiz 55. Ele então falou que ia consertar a pesquisa.
As redes sociais do próprio instituto estão inundadas de comentários negativos contra a empresa
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