Durante as eleições de 6 de outubro, a Prefeitura de Belo Horizonte emitiu um comunicado que irá garantir transporte público gratuito para os eleitores da capital. E, em complemento, segundo o Governo de Minas, essa medida também irá valer tanto para o primeiro quanto, se necessário, para o segundo turno (em 27 de outubro), abrangerá também todos os ônibus metropolitanos e o metrô da capital, conforme a Emenda Constitucional nº 115. A iniciativa visa facilitar o deslocamento dos eleitores, permitindo acesso ao transporte sem a necessidade de apresentação de título de eleitor ou comprovante de votação.
De acordo com o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-MG), esses ônibus seguirão os horários de dias úteis e os itinerários podem ser consultados no site da instituição. Já o metrô também será gratuito, com os horários de funcionamento a serem divulgados até uma semana antes do pleito. As linhas intermunicipais de caráter urbano também estão incluídas na gratuidade, e os detalhes estão disponíveis em um documento online do DER-MG.
Contudo, diferente da capital mineira e, a exemplo dos dias das eleições em 2020 e 2022, Divinópolis até o momento não comunicou e tampouco garantiu a gratuidade aos eleitores no transporte público.
Divinópolis sem gratuidade
No entanto, apesar de a gratuidade no transporte ter sido adotada em Belo Horizonte, a situação será diferente em Divinópolis, onde os eleitores continuarão a pagar pelas passagens no transporte público durante as eleições. Em comparação com a capital, a cidade não implementou e nem divulgou medidas de apoio ao deslocamento dos eleitores, o que pode gerar questionamentos sobre a acessibilidade ao voto, especialmente para a população de baixa renda.
Quanto seria os gastos somados dos usuário de Divinópolis com transporte público em um dia?
Para se ter uma ideia, se todos os 171.693 eleitores se disporem a votar e pegar o transporte para votar, com o preço atual dr R$ 3,65 no cartão da Divipass, ao todo, o gasto somado dos votantes seria de R$1.253.358,90 (Hum milhão, duzentos e cinquenta e três mil, trezentos e cinquenta e oito reais e noventa centavos). Caso o usuário do transporte pagasse em dinheiro, o valor aumentaria para R$ 1.425.051,90 (Hum milhão, quatrocentos e vinte e cinco mil, cinquenta e um reais e noventa centavos). Esses montantes poderiam até mesmo dobrar, uma vez que muitas pessoas precisam pegar até quatro conduções para ir e voltar dos seus destinos.
E BH?
Em Belo Horizonte, a decisão de liberar o transporte público tem sido vista como uma forma de incentivar a participação eleitoral e facilitar o exercício da cidadania. O contraste com Divinópolis, onde os custos com passagens permanecerão, levanta debates sobre a disparidade entre cidades no mesmo estado quanto à promoção da acessibilidade durante o processo eleitoral.
Para muitos eleitores em Divinópolis, o pagamento do transporte no dia da eleição pode representar uma barreira adicional. A cidade não anunciou nenhuma medida que compense essa diferença, o que gera preocupação sobre a mobilidade de parte do eleitorado no dia de votação.
Impacto da gratuidade em BH
Especialistas avaliam que a gratuidade no transporte pode ter um impacto positivo no aumento da participação eleitoral em Belo Horizonte e Região Metropolitana, especialmente entre eleitores que dependem do transporte público e possuem dificuldades financeiras. Já em Divinópolis, sem iniciativas semelhantes, o número de eleitores que possam enfrentar dificuldades de locomoção pode ser maior.
Essa diferença entre as duas cidades mineiras ressalta a importância de políticas públicas que visem ampliar o acesso ao voto de forma igualitária em todo o estado.






