O ministro da Casa Civil, Rui Costa, declarou nesta quinta-feira (19) que os incêndios florestais que atingem o Brasil têm forte participação de grupos criminosos organizados.
Segundo ele, a atuação criminosa por trás das queimadas está evidente pela extensão e pela ocorrência simultânea dos incêndios em diferentes regiões do país. A declaração foi feita após uma reunião no Palácio do Planalto com governadores das áreas mais afetadas, onde foram discutidas medidas para enfrentar a crise ambiental.
Essa foi a manifestação mais direta do governo federal ao associar as queimadas à criminalidade. A fumaça gerada pelos incêndios já cobre cerca de 60% do território brasileiro, agravando a crise ambiental e de saúde pública.
Investigação em andamento
Rui Costa evitou entrar em maiores detalhes, uma vez que as investigações sobre a origem dos incêndios ainda estão em andamento. No entanto, ressaltou que os governadores dos estados atingidos confirmaram que os incêndios apresentam características de ação criminosa.
“O que diferencia este ano dos anteriores é a presença articulada e organizada do crime, com incêndios sendo provocados simultaneamente em diversas áreas do país”, afirmou o ministro. Ele também destacou que as motivações podem variar, mas que, independentemente delas, as intenções por trás dos atos são criminosas.
Medidas reforçadas contra o crime ambiental
Durante a reunião, foi discutido um pacote de medidas para aumentar a fiscalização e a punição aos responsáveis pelos incêndios florestais. O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, está coordenando as ações e prepara um conjunto de medidas que inclui o endurecimento das penas para crimes ambientais, especialmente os que envolvem queimadas ilegais.
O governo federal, junto com os estados, busca formas mais eficazes de combater a crise, que já está causando impactos significativos no meio ambiente, na saúde da população e na economia.
O Ministério do Meio Ambiente e outras pastas também estão se mobilizando para reforçar as ações de monitoramento e controle de incêndios, além de intensificar a colaboração com órgãos internacionais para combater a criminalidade que contribui para essa catástrofe ambiental.






